Aleitamento materno x Fórmulas infantis

 

Esta semana (de 01 a 08 de agosto) é comemorada em todo o mundo a semana mundial do aleitamento materno. A iniciativa foi lançada com o objetivo de dar visibilidade à amamentação, incentivando diversos grupos a trabalhar o tema na prática e dar voz a um assunto que muitas vezes não é tido como tão importante.

O aleitamento materno deve ser estimulado como forma de proporcionar ao recém-nascido a alimentação adequada, pois é considerado um alimento completo composto por enzimas, hormônios e fatores de crescimento que proporcionam a ele propriedades únicas, úteis para maturidade do intestino do bebê e para desenvolvimento adequado do metabolismo das crianças. Além disso, a amamentação não tem custos para a família, auxilia no desenvolvimento do vínculo afetivo entre a mãe e o bebê, contribui para o desenvolvimento do sistema imunológico e nervoso da criança e possui propriedades anti-inflamatórias capazes de proteger os recém nascidos contra obesidade no futuro.

Devido as vantagens do aleitamento materno, a OMS recomenda que o mesmo seja ofertado por no mínimo até os 6 meses de idade, mas muitas mães acabam substituindo o leite materno por  fórmulas infantis ou outros tipos de leite. Os fatores que acarretam o desmame precoce são vários, como por exemplo, o fim da licença a maternidade, a falta de informação ou de leite, dores e fissuras nos seios, entre outras inúmeras causas.

Diferente das crianças amamentadas, aquelas alimentadas com fórmulas infantis podem sofrer alterações gastrintestinais (principalmente intestino preso), alergias alimentares devido à proteína do leite de vaca ser considerada um potente alérgico e alterações respiratórias, pois lactentes não amamentados têm 17 vezes mais chances de serem internados com pneumonia.

Um estudo realizado na cidade de Botucatu concluiu que crianças e adolescentes que foram amamentados por período menor de 4 meses apresentaram quase o dobro de chances de risco cardiovascular quando comparados àqueles amamentados por mais tempo, comprovando que o aleitamento materno  pode proporcionar diversos benefícios a longo prazo na saúde dessas crianças.

Apesar das dificuldades com relação a amamentação encontradas pelas mães, o leite materno nutre física e emocionalmente seus bebês. O ato de amamentar é mais que alimentar o bebê, é definitivamente um ato de amor e de estreitamento de laços entre a mãe e seu filho que deve ser preservado e promovido, sempre.