‘Bandido que levantar a arma pra polícia vai levar bala’, diz governador de SP

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‘Bandido que levantar a arma pra polícia vai levar bala’, diz governador de SP 04 maio 2022

Rodrigo Garcia falou nesta quarta (4) sobre medidas para combater ação de assaltantes que se disfarçam de motociclistas com mochilas de entregas para roubar e furtar celulares.

O governador Rodrigo Garcia (PSDB), anunciou nesta quarta-feira (4) um pacote com medidas de segurança para tentar combater a ação de falsos entregadores que estão roubando e furtando celulares de pedestres em São Paulo. Durante a divulgação, feita direta do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), na capital paulista, o político falou que o criminoso que pegar numa arma será baleado por policiais.

“Aqui em São Paulo, o bandido que levantar a arma pra polícia vai levar bala da polícia, porque é isso que a sociedade tá esperando, uma polícia ativa, que dentro dos limites da lei vai agir com muito rigor em relação à criminalidade”, disse Garcia, durante a coletiva de imprensa para anunciar o plano de combate aos criminosos.

Entre as ações previstas para coibir esses crimes está a realização da Operação Sufoco, que contará com um reforço de agentes da Polícia Militar (PM) e da Guarda Civil Metropolitana (GCM) nas ruas do estado para abordar motociclistas suspeitos de crimes.

Atualmente 5 mil policiais patrulham diariamente a cidade de São Paulo, mas o efetivo chegará a 9,7 mil agentes por dia. Além disso, o governo paulista definiu com as empresas de entregas por aplicativo um sistema de fiscalização dos entregadores, com troca de informações com as forças de segurança.

“Essa operação vai dobrar o numero de policiais nas ruas na cidade de São Paulo já a partir de hoje e ela vai ser levada para a região metropolitana e para as grandes cidades do interior”, comentou o governador.

Ação ocorre após latrocínio de estudante

O plano de combate ocorre após a capital paulista registrar recentemente uma série de assaltos cometidos por criminosos que se disfarçam de motociclistas que trabalham com entregas por aplicativo de celular.

Na semana passada, o estudante Renan Silva Loureiro, de 20 anos, foi morto durante um roubo por um bandido que fingia ser entregador e levou o celular da vítima e da namorada dele na Zona Sul da capital. O caso repercutiu porque o crime foi filmado por câmeras de segurança. Um homem foi preso pela polícia e confessou o crime de latrocínio, que é o roubo seguido de morte.

“Eu fiquei muito impactado do assassinato daquele jovem Renan. É inconcebível a gente aceitar e conviver com isso. Por isso, eu quero deixar aqui em nome da população de são Paulo um aviso muito claro a esses bandidos que de maneira covarde estão escondidos atrás de um capacete, que tão com uma mochila de falso entregador de delivery nas costas, que de maneira covarde assaltam as pessoas, assediam as mulheres, pra que ou eles mudem de profissão ou eles mudem de estado, porque a polícia vai atrás de cada um deles, porque quem cometer crime aqui em São Paulo vai ser preso”, falou o governador Garcia.

Na terça-feira (3), Garcia se reuniu com representantes dos aplicativos de entrega para discutir medidas de segurança que possam coibir a ação dos falsos entregadores.

E nesta quarta, o governador anunciou direto do o pacote de medidas em entrevista coletiva à imprensa transmitida ao vivo nas redes sociais institucionais. Além do governador, participaram do anúncio o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o secretário da Segurança Pública (SSP) do estado, general João Camilo Pires de Campos.

“Nós vamos realizar muitas blitz, nós vamos realizar muitas ações e, naturalmente, isso vai mexer com o cotidiano da cidade, mas eu tenho certeza que é isso que a população espera da sua polícia”, comentou Garcia sobre eventuais congestionamentos no trânsito.

O governador comentou ainda sobre a parceria entre as forças de segurança e as empresas de aplicativo para identificar entregadores legais e ilegais. “A troca de informação dos bancos de dados, ela é muito mais efetiva, nós vamos saber exatamente se aquele é um entregador verdadeiro, se ele tá eventualmente em rota trabalhando em uma entrega, quais foram as últimas entregas que ele fez, sempre protegendo os dados pessoas, mas tendo as informações do serviço prestado”, disse Garcia.

Fonte: G1

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