26 julho 2026
Padroeira do município e da Arquidiocese, Sant’Ana é celebrada neste domingo (26); data é feriado municipal desde 1954

Botucatu celebra neste domingo, 26 de julho, o Dia de Sant’Ana, padroeira da cidade e da Arquidiocese. A santa também dá nome à Catedral Metropolitana Basílica Menor de Sant’Ana, considerada o principal cartão-postal do município e uma das maiores expressões religiosas e arquitetônicas da região.
Localizada no Centro Histórico, a Catedral de Botucatu tornou-se um dos símbolos mais conhecidos da cidade. Suas torres podem ser vistas de diferentes pontos e fazem parte da paisagem urbana, além de estarem presentes em fotografias, materiais turísticos e registros históricos do município.
A importância de Sant’Ana para Botucatu também está registrada na legislação. De acordo com a Lei Municipal nº 402, de 2 de julho de 1954, o dia 26 de julho é feriado municipal em homenagem à padroeira. Apesar da relevância da data, muitas pessoas aproveitam o feriado sem conhecer a história da santa que dá nome à Catedral.
Santa Ana, ou Sant’Ana, é considerada pela tradição cristã a mãe de Nossa Senhora e, portanto, avó de Jesus Cristo. Há, porém, poucos registros biográficos sobre sua vida.
As principais referências sobre os pais de Maria estão no Protoevangelho de Tiago, texto antigo que não integra os Evangelhos Canônicos, ou seja, aqueles reconhecidos oficialmente pela Igreja. Apesar disso, a obra tem importância histórica e foi mencionada em diferentes escritos de padres da Igreja Oriental, como Epifânio e Gregório de Nissa.
Outros textos apócrifos também apresentam referências sobre a vida de Sant’Ana e sua família.
Segundo a tradição, Ana era filha de Natã, um sacerdote de Belém, e de Maria. Suas duas irmãs mais velhas seriam Maria de Cleofas, mãe de Salomé, e Sobé, mãe de Santa Isabel, que daria à luz São João Batista.
Ana casou-se com Joaquim e permaneceu por muitos anos sem conseguir ter filhos. Ela teria engravidado já em idade avançada e dado à luz Maria, mãe de Jesus, que teria nascido por volta do ano 20 a.C.
Devoção atravessou os séculos
O culto a Sant’Ana difundiu-se inicialmente no Oriente. No século VI, o imperador Justiniano I determinou a construção de um templo em sua homenagem em Constantinopla.
Nos séculos seguintes, a veneração à santa também se expandiu pela Europa. No início do século XVI, Leonardo da Vinci produziu a obra “A Virgem, o Menino e Sant’Ana”, atualmente preservada no Museu do Louvre, em Paris.
Em 1584, uma bula do papa Gregório XIII estabeleceu a celebração litúrgica em 26 de julho. Por causa da homenagem, julho também passou a ser conhecido entre os devotos como o “Mês de Sant’Ana”.
Sant’Ana é venerada como padroeira das mulheres casadas, especialmente das gestantes, sendo invocada para que os partos sejam seguros e bem-sucedidos. Também é considerada protetora das viúvas, dos navegantes e dos marceneiros.
Segundo a tradição, Sant’Ana teria falecido pouco depois de apresentar Maria no Templo e consagrá-la a Deus, quando a filha tinha apenas três anos de idade. As informações são do portal Cruz Terra Santa.
Sant’Ana e sua ligação com Botucatu
Em Botucatu, a devoção a Sant’Ana está diretamente relacionada à história religiosa e à formação do município. Além de padroeira da cidade e da Arquidiocese, seu nome está eternizado na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Sant’Ana.
A Lei nº 402, de 2 de julho de 1954, estabeleceu oficialmente o dia 26 de julho como feriado municipal. A legislação, assinada pelo então prefeito Emílio Peduti, alterou um artigo da lei anterior sobre os feriados de Botucatu, promulgada em 1949.
Presente em diferentes registros históricos da cidade, Sant’Ana permanece como uma das principais referências religiosas de Botucatu. A Catedral que leva seu nome, além de centro da vida católica na Arquidiocese, consolidou-se como o principal cartão-postal e um dos patrimônios mais reconhecidos do município.
Compartilhe esta notícia







