Vereador pede que a política de juros seja revista

Com a crise que tem assombrado o Brasil nos últimos meses, a economia se tornou tema comum entre os brasileiros e  isso resultou em uma propositura na Câmara Municipal de Botucatu por intermédio do vereador Lelo Pagani (PT) que questionou a política de juros praticada pelos bancos no território nacional.

Documento pede que o Governo Federal, em especial o Ministério da Fazenda, reveja a política financeira praticada pelos bancos que atuam no Brasil que praticam juros altíssimos nos cheques especiais e cartões de crédito, sendo que, em qualquer situação da economia do país, estando nossa economia bem ou mal, os bancos têm lucros bilionários.

Aponta  o legislador que os juros do cheque especial alcançaram a taxa de 241,3% ao ano no último dia 30. Maior patamar desde dezembro de 1995, enquanto os juros do cartão de crédito rotativo, que incidem quando os clientes não pagam a totalidade de sua fatura, atingiram expressivos 372% ao ano segundo dados divulgados pelo próprio Banco Central. “Isso significa que o consumidor que fizer uma dívida de R$ 1.000 no cheque agora vai dever ao banco, daqui a 12 meses, incríveis R$ 3.413”, coloca o vereador.

Para o vereador, se a política de cobranças e aumentos não for urgentemente revista, quem vai seguir sendo prejudicado serão os brasileiros. “As instituições bancárias têm lucros exorbitantes sempre às custas de cobrança de metas absurdas para seus mal remunerados funcionários que precisam vender seus produtos bancários caríssimos para o já tão sofrido povo brasileiro que paga juros cada vez mais altos e se endivida de maneira quase descontrolada refletindo diretamente na crise que estamos vivendo”, explica Lelo Pagani.