Gasolina e alimentos pressionam inflação em agosto, diz IBGE

A gasolina e os alimentos pressionaram a inflação oficial em agosto, de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado nesta quarta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O indicador ficou em 0,24%, resultado mais alto para o mês desde 2016. O gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, diz que a gasolina ficou em 3,22% e o grupo alimentação e bebidas em 0,78%.

Segundo o IBGE, os alimentos para consumo no domicílio tiveram alta de 1,15% em agosto. Os principais itens que ficaram mais caros para os brasileiros foram o tomate (12,98%), o óleo de soja (9,48%), o leite longa vida (4,84%), as frutas (3,37%) e as carnes (3,33%).

O arroz e o feijão também tiveram altas importantes ao longo do ano, fazendo com que eleve a percepção de inflação nas gôndolas dos mercados.

“O arroz (3,08% em agosto) acumula alta de 19,25% no ano e o feijão, dependendo do tipo e da região, já tem inflação acima dos 30%. O feijão preto, muito consumido no Rio de Janeiro, acumula alta de 28,92% no ano e o feijão carioca, de 12,12%”, afirma Kislanov.

Por outro lado, a alimentação fora de casa ficou mais barata (-0,11%), assim como as peças de vestuário (-0,78%).

Em comparação com julho (0,36%) deste ano, o IPCA desacelerou. Em agosto de 2019, o índice era de 0,11%. De janeiro a agosto acumula alta de 0,70% e de 2,44% nos últimos 12 meses.

Fonte: R7