31 julho 2026
Prefeito Fábio Leite afirmou que as prévias apontam viabilidade para transferência do terminal; relatório final deve ser entregue na próxima semana

O estudo contratado pela Prefeitura deve indicar a viabilidade da transferência da Rodoviária de Botucatu para uma área próxima à Rodovia Marechal Rondon ou à Rodovia João Hipólito Martins, a Castelinho. A informação foi antecipada pelo prefeito Fábio Leite nesta sexta-feira (31), durante entrevista ao Primeiro Jornal, da Prever FM (100,9).
Segundo o prefeito, as análises preliminares apontam que a mudança do terminal é tecnicamente possível. O relatório final deverá apresentar duas regiões consideradas adequadas para receber a operação rodoviária: uma nas proximidades do Shopping Botucatu, junto à Castelinho, e outra às margens da Marechal Rondon, na região do SESI e da Cohab.
“Se eu pudesse dar um spoiler, diria que é muito provável que o estudo indique viabilidade para a mudança do local da rodoviária. Pelo que vi nas prévias, teremos a indicação de duas localidades em Botucatu que poderiam receber a operação do ponto de vista logístico”, afirmou Fábio Leite.
O levantamento técnico deverá ser entregue nos próximos dias, possivelmente na próxima semana. Com o resultado, a Prefeitura pretende avançar na estruturação de uma parceria público-privada para a implantação e operação do terminal.
“Acredito que, além das reuniões que estou fazendo nesta semana, eles devam nos entregar o material pronto na próxima semana. A partir disso, devemos caminhar para essa parceria público-privada da rodoviária”, disse.

As duas regiões já haviam sido apresentadas pelo prefeito em entrevista concedida à Prever FM no início de julho. Na ocasião, Fábio Leite explicou que o estudo considera aspectos econômicos, financeiros, operacionais e, principalmente, a facilidade de acesso às rodovias.
De acordo com o prefeito, a possível transferência não está relacionada apenas aos problemas históricos de drenagem na área do atual terminal. A localização também dificulta a entrada de algumas linhas intermunicipais e interestaduais na cidade.
“Se a rodoviária sair dali, não será apenas por uma questão de drenagem, mas por uma questão logística. Temos linhas de ônibus que não entram em Botucatu e ficam na Castelo Branco, por exemplo, atendendo passageiros com destino a Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Essa seria uma das vantagens da mudança”, explicou.
Atualmente, algumas linhas fazem paradas em estabelecimentos próximos à Rodovia Castelo Branco porque o deslocamento até a região central aumenta o tempo de viagem. A instalação do terminal perto de um dos principais acessos rodoviários poderia facilitar a inclusão de Botucatu em novos itinerários.
Obras no terminal atual
A discussão sobre uma possível mudança ganhou repercussão enquanto o Município realiza intervenções no atual terminal. A região passa por serviços de drenagem, melhorias viárias e recuperação do prédio.
Fábio Leite destacou que os investimentos não perderiam a finalidade caso a transferência fosse confirmada. As melhorias na drenagem beneficiam toda a região, enquanto o edifício poderia receber outro serviço municipal.
“Algumas pessoas perguntam: ‘Você acabou de fazer a obra de drenagem na rodoviária e agora vai retirá-la do local?’. Se isso acontecer, o prédio, que também começa a ser recuperado, será utilizado por outro equipamento público. Ainda não está definido qual, mas o próprio estudo deverá apresentar algumas indicações”, declarou.
A transferência ainda não foi oficialmente decidida. A definição dependerá da entrega e da análise do relatório técnico, que deverá apontar a alternativa mais adequada para o futuro da Rodoviária de Botucatu. As duas regiões em avaliação foram detalhadas em reportagem anterior do Acontece Botucatu.
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