Estudo aponta Castelinho e Rondon como opções para nova rodoviária de Botucatu

Cidade
Estudo aponta Castelinho e Rondon como opções para nova rodoviária de Botucatu 10 julho 2026

Levantamento técnico e financeiro deve indicar ainda neste mês qual é a melhor alternativa para o futuro da rodoviária de Botucatu. Segundo o prefeito Fábio Leite, mudança poderá ocorrer por meio de uma parceria público-privada

Estudo aponta as regiões às margens da Castelinho, próximo ao Shopping Botucatu, e da Rondon, na região do SESI, como opções para receber uma futura rodoviária em Botucatu (Foto: ACONTECE BOTUCATU)

A Prefeitura de Botucatu deve definir ainda neste mês de julho o futuro da Rodoviária Municipal. A informação foi confirmada pelo prefeito Fábio Leite durante entrevista ao Primeiro Jornal, da Prever FM (100.9), na manhã desta sexta-feira (10).

Segundo o prefeito, o instituto contratado para elaborar os estudos técnicos do aeroporto e da rodoviária está com cerca de 30 dias de atraso, mas deverá entregar ainda neste mês os levantamentos econômicos, financeiros, logísticos e operacionais que irão embasar a decisão.

“Tudo indica que existe uma alternativa do ponto de vista econômico que justifica a gente tirar a rodoviária do centro da cidade. Seria uma parceria público-privada, com o aproveitamento da área para a rodoviária e também para alguma atividade privada, como um posto de gasolina ou um mini shopping”, afirmou Fábio Leite.

De acordo com o prefeito, a administração municipal decidirá se a rodoviária permanece na atual região da Água Fria, próxima à Associação Atlética Ferroviária, passando por uma revitalização definitiva, ou se será transferida para um novo endereço.

Caso a mudança seja confirmada, o estudo também indicará qual será o destino do prédio atualmente ocupado pelo terminal.

Dois locais são estudados

Durante a entrevista, Fábio Leite revelou que o estudo está concentrado em duas regiões consideradas estratégicas para receber uma nova rodoviária.

Uma delas fica nas imediações do Shopping Botucatu, às margens da Rodovia João Hipólito Martins (Castelinho). A outra está próxima ao antigo Departamento de Estradas de Rodagem (DR), às margens da Rodovia Marechal Rondon, na região do SESI e da Cohab.

“Durante o desenvolvimento do projeto, chegamos a dois locais que acomodariam uma operação rodoviária em parceria público-privada. Um é a região da Castelinho, nas imediações do shopping, e o outro é a região do DR, às margens da Marechal Rondon, próximo ao SESI e à Cohab. É com base nessas duas regiões que os estudos estão sendo desenvolvidos”, explicou.

Segundo o prefeito, a análise não considera apenas a disponibilidade de área, mas principalmente a logística de acesso dos ônibus e o impacto na operação das linhas intermunicipais e interestaduais.

Questão logística pesa na decisão

Além dos problemas históricos de drenagem enfrentados pela atual rodoviária, localizada em uma área suscetível a alagamentos, a Prefeitura avalia que a posição do terminal no centro da cidade dificulta a operação de diversas linhas.

Fábio Leite afirmou que atualmente algumas empresas deixam de entrar em Botucatu porque o deslocamento até a rodoviária aumenta significativamente o tempo de viagem.

“Esse estudo não é só pela questão da drenagem. Também é pela logística. Hoje existem linhas para Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná que nem entram em Botucatu. Elas fazem parada em postos na Castelo Branco porque o ônibus perde quase meia hora para entrar na cidade, desembarcar passageiros, embarcar novos passageiros e retornar para a rodovia”, destacou.

A expectativa da Prefeitura é receber o estudo ainda em julho e anunciar a decisão sobre o futuro da rodoviária nas próximas semanas.

Compartilhe esta notícia
Oferecimento
CAMINHOS DA SAÚDE JULHO
Oferecimento