20 abril 2026
Mostra no Museu Francisco Blasi propõe reflexão sobre ancestralidade e resistência dos povos originários até 30 de maio

O Museu Histórico e Pedagógico “Francisco Blasi” (MuHP), em Botucatu, recebe até o dia 30 de maio uma exposição que valoriza a contribuição dos povos indígenas na formação do município. A proposta vai além do resgate histórico e convida o público a refletir sobre a presença, a resistência e a continuidade dessas populações ao longo do tempo.
A mostra destaca que a história de Botucatu remonta a períodos muito anteriores à formação urbana atual. O próprio nome da cidade tem origem no tupi Ybytu-katu, que significa “bons ares”, em referência à relação dos povos originários com o território.
Antes da colonização, diferentes etnias indígenas habitavam a região. Entre os marcos históricos apresentados está o Caminho do Peabiru, uma rota ancestral que ligava o litoral atlântico ao interior do continente, chegando até a Cordilheira dos Andes. Elementos da paisagem local, como as Três Pedras, possivelmente serviram como referência nesses deslocamentos.
A exposição também evidencia a contribuição dos povos Caiuás, Caingangues e Oitis, perceptível em aspectos como a toponímia, os cursos d’água, trilhas e tradições culturais da região.
Outro destaque é a ligação de Botucatu com os irmãos Villas Bôas — Orlando, Cláudio e Leonardo — reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas e pela participação na criação do Parque Indígena do Xingu, o primeiro do Brasil.
A visitação é gratuita e pode ser feita de terça a sábado, das 9h às 17h, no Espaço Cultural, localizado na Rua General Telles, 1738, no Centro.
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