Exposição que reúne obras da Pinacoteca de SP e do Museu da Casa Brasileira chega a Botucatu

Cultura
Exposição que reúne obras da Pinacoteca de SP e do Museu da Casa Brasileira chega a Botucatu 15 abril 2026

Pinacoteca de São Paulo e Museu da Casa Brasileira se unem para mostrar Arte Concreta na Pinacoteca Fórum das Artes de Botucatu

A partir do dia 17 de abril, o público de Botucatu poderá ver uma mostra que integra arte e design na Pinacoteca Fórum das Artes de Botucatu. A exposição é resultado do encontro entre dois acervos riquíssimos do estado de São Paulo, Pinacoteca de São Paulo e Museu da Casa Brasileira, ambos da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.

Pluriforma: Concretos de São Paulo nos acervos da Pinacoteca e do Museu da Casa Brasileira propõe um mergulho na arte concreta, uma das vertentes mais radicais da produção artística do século XX, e evidencia suas conexões com o design, a arquitetura e a vida cotidiana.

Reunindo pinturas, esculturas, fotografias e experimentações gráficas, a exposição apresenta obras que não buscam representar o mundo, mas construí-lo a partir de formas, cores e relações espaciais. Inspirados por princípios da matemática e da geometria, os artistas concretos defendiam uma linguagem visual universal, capaz de ser compreendida e compartilhada amplamente, ultrapassando o campo da arte e influenciando a produção industrial e o desenho do cotidiano.

O percurso expositivo destaca o impacto do Manifesto Ruptura, lançado em 1952, que marcou a consolidação da arte concreta em São Paulo ao propor uma produção baseada em princípios objetivos, afastada da figuração e da subjetividade. A partir desse momento, a obra de arte passa a ser entendida como construção — um campo de relações entre forma, cor e espaço.

A exposição, com curadoria de Yuri Quevedo, da Pinacoteca de São Paulo, reúne trabalhos de artistas fundamentais desse movimento, como Waldemar Cordeiro, Luiz Sacilotto, Geraldo de Barros e Judith Lauand, além de nomes que dialogaram com o grupo ao longo do tempo. Também integra o conjunto uma obra de Leopoldo Raimo, nascido em Botucatu, em 1912, evidenciando como essas ideias circularam para além dos grandes centros.

Ao apresentar esse conjunto, Pluriforma convida o público a perceber como formas rigorosas e racionais podem gerar experiências visuais diversas — e como a arte pode propor modos de pensar e organizar o mundo que ainda ressoam na contemporaneidade. Exemplo disso são as peças do Museu da Casa Brasileira, maquetes e originais de mobiliário desenhado por Geraldo de Barros. São poltronas, cadeiras, entre outros, com design arrojado e que compartilham os mesmos princípios geométricos das pinturas

“A circulação de acervos pelo interior do estado amplia o acesso à cultura e fortalece o papel dos museus públicos como agentes de transformação social. Levar ao público de Botucatu uma exposição com obras da Pinacoteca e do Museu da Casa Brasileira é também compartilhar histórias fundamentais da arte e do design brasileiro”, afirma Marília Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.

Para Jochen Volz, diretor-geral da Pinacoteca e da APAC, a exposição evidencia a atualidade do pensamento construtivo: “A arte concreta propôs uma integração profunda entre arte e vida, entre criação e produção. Revisitar esse momento hoje nos permite refletir sobre como o design e as formas que nos cercam continuam a influenciar a maneira como vivemos e nos relacionamos com o mundo.”

A exposição é realizada pela Associação Pinacoteca Arte e Cultura (APAC), organização social responsável pela gestão da Pinacoteca e do Memorial da Resistência, que atua em parceria com a Secretaria na condução dos projetos de retomada das atividades do Museu da Casa Brasileira. Entre as iniciativas recentes estão a realização do Prêmio Design MCB, exposições temporárias e o processo de restauro da Casa Olivo Gomes, em São José dos Campos, futura sede do museu.

Receber Pluriforma reafirma o papel da Pinacoteca Fórum das Artes de Botucatu como espaço de difusão cultural e acesso à arte de relevância nacional. “A chegada desta exposição à cidade representa uma oportunidade única para o público local e regional entrar em contato com um capítulo fundamental da arte brasileira, aproximando Botucatu de circuitos culturais mais amplos”, destaca a Secretaria de Cultura de Botucatu.

A EDP, empresa que atua em todos os segmentos do setor elétrico brasileiro, é mantenedora da Associação Pinacoteca Arte e Cultura (APAC). Em 2026, ano em que completa 50 anos de atuação no mundo e 30 anos no Brasil, a empresa se junta à APAC para apoiar esta nova fase do Museu da Casa Brasileira em São José dos Campos, onde a companha é a distribuidora de energia. O apoio reforça o compromisso de longo prazo da EDP com o Brasil e com a preservação e promoção do patrimônio artístico e cultural.

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