Vereadores rejeitam projeto de terceirização do lixo

Na sessão ordinária da Câmara Municipal desta segunda-feira (27), numa votação acirrada, os vereadores não aprovaram o Projeto de Lei do Executivo Municipal que previa a terceirização do sistema de lixo da Cidade. Para ser aprovado e virar lei municipal o projeto teria que ter 2/3 de votos favoráveis, ou seja, 8 votos de 11 possíveis.

Foram contrários ao projeto os vereadores: Doutor Bittar (PCdoB), Abelardo (PSD) e os três vereadores do PT: Carlos Trigo, Professor Gamito e Lelo Pagani. Favoráveis ao projeto estiveram: Reinaldinho (PR), Malagutte (PSB), Bombeiros Tavares (DEM) e os três vereadores do PSDB: Fontão, Curumim e Xê. Estiveram acompanhando a sessão legislativa em plenário, cerca de 50 pessoas ligadas a diferentes segmentos da Cidade e pessoas ligadas a Organização Não Governamental (ONGs).

O parlamentar Bittar mesmo sendo da bancada da situação, votou contra a aprovação do projeto do Executivo. “Não podemos aprovar esse projeto sem antes discutirmos a elaboração do Plano de Saneamento Básico do Município, tema que deverá entrar em pauta em setembro, com uma audiência pública”, justificou o comunista.

O projeto tinha o objetivo de autorizar o poder executivo a delegar a prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos do município de Botucatu, pelo regime de concessão. Com isso, o Poder Executivo poderia autorizar o concessionário a explorar atividades associadas ou complementares ? prestação dos serviços mediante prévia licitação na modalidade concorrência para exercer as atividades por concessão e desde que demonstre capacidade para desempenho dos serviços, por sua conta e risco por prazo determinado na forma desta Lei.

Entre seus artigos o projeto previa que o prazo da concessão seria determinado no edital de licitação e no contrato, em função do estudo de viabilidade técnica e econômico-financeira da concessão e não excederá o limite máximo de 20 (vinte) anos, admitida sua prorrogação por igual ou menor período.

A Administração Pública poderia determinar a intervenção por meio de Decreto, na forma da Lei Federal nº 8.987/95 se houvesse paralisação ou interrupção injustificada dos serviços, inadequação, insuficiência ou deficiência grave dos serviços prestados, não resolvidas em prazo razoável fixado pela Administração Pública; desequilíbrio econômico-financeiro decorrente de má administração, que coloque em risco a continuidade dos serviços; inobservância de atendimento das metas de qualidade e universalização, entre outros.

Também é citado que “o equacionamento da situação proporcionada pelos resíduos sólidos é de capital importância para o município, eis que se trata de questão de saúde pública, e vem sendo cobrada, sistematicamente pela sociedade, em particular pelo Ministério Público, face ? s questões ambientais que dela decorrem”.

Por fim, a justificativa destaca que “a solução de concessão vem se mostrando a melhor opção, haja vista a crescente incidência nos municípios similares a Botucatu que estão adotando tal solução e apresentando melhora na qualidade de serviços, pois é possível exigir do concessionário ações mais rápidas e atendendo exigências legais imediatas, baseados em contrato cujas condições são preestabelecidas”.