Semana será decisiva para eleição na Câmara Municipal

Esta semana será decisiva para que a Câmara Municipal de Botucatu escolha o novo presidente que irá comandar os trabalhos legislativos no biênio 2011/2012, assumindo o lugar do atual presidente Reinaldinho (PR). Também se discute a formação da Mesa dos Trabalhos e a composição das Comissões Internas. A eleição está marcada para acontecer no dia 20 de dezembro, última sessão legislativa do ano. Depois, os vereadores entram em recesso parlamentar, previsto no regimento Interno.

Quatro parlamentares mostram disposição para disputar o pleito: Fontão (PSDB), Curumim (PSDB), Professor Nenê (PSB) e Professor Gamito (PT), mas é quase certo que apenas dois nomes devem ser escolhidos para o pleito: um da oposição uma da situação. Resta saber quem desiste e quem continua. Em entrevista ao Acontece, os quatro mantiveram posição de continuar no pleito.

A situação, que dá sustentação ao governo do prefeito João Cury, conta com seis vereadores e deverá haver um consenso entre Curumim e Fontão para que apenas um continue na disputa. O prefeito garante que não irá interferir no pleito que acontece na última sessão ordinária de dezembro deste ano, nem opinar sobre sua preferência entre os dois candidatos tucanos.

“Esta é uma decisão que compete ao Legislativo, sem interferência do Executivo. Acredito que os dois candidatos da situação têm competência para presidir os trabalhos da Casa”, sacramentou Cury. Porém ele salienta que apenas um dos dois tucanos deve disputar o pleito para não correr o risco de a situação ficar sem a presidência do legislativo.

Já a oposição está numa situação mais complicada e dá como fato consumado cinco votos. Com isso perderia a eleição por 6 a 5. Mas, as conversas nos bastidores da Câmara estão agitadas e deverão se intensificar ainda mais nesta semana que antecede a eleição.

São vereadores da situação: Fontão (PSDB), Curumim (PSDB), Xê (PSDB), Dr. Bittar (PCdoB), Bombeiros Tavares (DEM) e Reinaldinho (PR). Na oposição estão: Professor Nenê em (PSB) Professor Gamito (PT) Carlos Trigo (PT), Lelo Pagani (PT) e Abelardo (PT). Este último tem declarado que prefere ficar distante da briga travada entre o PSDB e PT na Câmara. Mas ele deverá acompanhar o voto da oposição.

Fontão continua otimista. “Continuo no páreo e para isso estou buscando apoio junto a outros colegas do legislativo e ? cúpula do partido, mostrando minhas propostas de gestão e dividindo as comissões permanentes da Casa de forma que todos os vereadores possam participar da gestão”.

Curumim acredita que um consenso deverá indicar o nome do PSDB ao pleito. “Não haverá racha no partido, pois a disputa é democrática, mas entendo o PSDB vai indicar um nome. Coloquei o meu (nome) ? disposição, pois acredito que posso fazer um bom trabalho no comando do legislativo para legislar de forma igualitária para todos os vereadores da Casa”.

Professor Gamito diz que sua candidatura é irreversível. “Serei candidato mesmo que tenha apenas o meu voto. Pela experiência que tenho de vários mandados no legislativo, me considero preparado para presidir a Câmara Municipal. Acredito que terei os votos dos dois companheiros do PT. Então, tenho que buscar pelo menos mais três votos e é isso que estou fazendo”.

Professor Nenê (PSB) está buscando votos tanto na situação como na oposição. “Todos os 11 vereadores têm direito de concorrer ao cargo de presidente apresentando suas propostas e concorrer. Em minha opinião, depois de eleito, o presidente deve legislar para todos os vereadores, independente do partido. Por isso, estou conversando com todo mundo”.

{n}Número de vereadores{/n}

Uma coisa é certa: o novo presidente da Câmara Municipal de Botucatu terá um grande “abacaxi para descarar”: a definição no número de vereadores que comporão a próxima legislatura. De acordo com a Emenda Constitucional nº 58, aprovada no ano passado no Congresso Nacional, em Brasília, a cidade poderá ter até 19 vereadores, devido ? sua variável populacional, entre 120 e 160 mil habitantes.

Os candidatos evitam discutir sobre esta questão nesse momento e tudo deverá ser acertado numa reunião entre todos os parlamentares para que se chegue a um consenso. Tem candidato falando até em fazer um plebiscito em 2011 para colher a opinião da população. A emenda não define o número exato de cada município, mas estabelece que cidades do porte populacional de Botucatu podem ter, no máximo, 19 vereadores.

Como, atualmente, a Câmara botucatuense é composta por 11 vereadores e a emenda permite até 19, o indicativo é que o número de cadeiras fique no “meio termo”. Ou seja, 15 vagas, quatro a mais do que a legislatura atual e quatro a menos do limite máximo permitido. Esse assunto deverá ser colocado na pauta discussão já no primeiro semestre de 2011.