PT está pleiteando a cadeira do vereador Pagani

Tanto o presidente do partido como o parlamentar que ingressou no REDE expuseram suas razões e isso deverá refletir na campanha para as eleições municipais do ano que vem

 

Em entrevista dada ao repórter Júnior Quinteiro, da Rádio Criativa, o chefe do 26º Cartório Eleitoral (que agrega Botucatu, Itatinga e Pardinho), Igor Inácio, revelou que o Partido dos Trabalhadores (PT) entrou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pedindo a cadeira do vereador Lelo Pagani, que saiu do PT para fundar o REDE. A emissora  promoveu um debate sobre essa questão e o próprio  Inácio adiantou que não acredita em perda de cadeira, já que não detectou irregularidade.

A alegação do partido é que Pagani  teria cometido infidelidade partidária e deixado o partido sem uma causa justa. O presidente do PT de Botucatu Everaldo Rocha destacou que a decisão de pedir a cadeira foi do diretório estadual, mas ele entende que foi uma atitude correta. O petista coloca que  existe uma norma dentro do PT e todo mundo que se filia toma conhecimento.

“Ninguém se elege sozinho, pois é necessário um número mínimo de votos para que um candidato seja eleito. O vereador se elege somando o número de votos de outros candidatos. Se dependesse somente dos seus votos o Lelo não seria eleito, mas nesse caso a perda de mandado é difícil, já que ele se filiou num partido recém fundado, mas isso quem vai decidir é a justiça”,  disse Rocha. 

O presidente do PT aponta que é favorável a fidelidade partidária e concorda com a decisão do diretório estadual. “Não tenho nada contra o Lelo (Pagani), por quem tenho um respeito muito grande, mas essa decisão de pedir sua cadeira não é um caso isolado e isso é feito com todos  aqueles que deixam a legenda. Não é  correto uma pessoa usar o partido para se eleger e depois, sem motivo justo,  abandonar (a legenda) e ingressar em outra”, defende.

Já Lelo Pagani alega que se sentiu traído e que o PT fez uma armação contra ele para pedir sua cadeira legislativa. “Jamais fiz algo que não estivesse dentro da legalidade. O próprio chefe do Cartório Eleitoral pode confirmar isso. Essa minha saída do PT para me ingressar no REDE, um partido recém fundado, vem sendo costurada desde 2013”, colocou Pagani.

Ele salienta que conversou com a direção do PT colocando as razões do seu desligamento e tudo foi feito sem nenhum atrito. “Até uma carta alegando que minha saída era por razões pessoais eu assinei e foi esta carta que eles usaram para entrar na Justiça para tentar me tirar a cadeira de vereador. Estou decepcionado com o PT, onde estive filiado por 12 anos. Não fiz nada de errado, já encaminhei minha defesa e confio no trabalho da justiça, pois nada justifica esse pedido. Tudo que fiz  foi embasado na Justiça  Eleitoral”, frisou Pagani.