Parlamentares alertam sobre animais abandonados

 

Os vereadores Carlos Trigo (PT) e Valmir Reis (PPS) estão alertando sobre o abandono de animais em bairros da cidade, citando como exemplo o Jardim Brasil. Juntos elaboraram um requerimento solicitando auxílio do Poder Executivo no controle da população de cães que hoje vive solta pelas ruas do referido bairro.

Os dois legisladores, que moram nas proximidades do Jardim Brasil foram procurados por diferentes munícipes, que denunciaram o fato de atualmente, um grande número de cães vive solto pelas ruas do bairro. Baseado nos pedidos, a dupla solicita que a Prefeitura Municipal desenvolva um trabalho de conscientização com a população e também, o recolhimento desses animais.

De acordo com Valmir Reis, existem duas preocupações em destaque. “Temos nesse requerimento, o cuidado de garantirmos melhores condições aos munícipes e também aos animais, que sozinhos nas ruas, acabam sendo vítimas de meus tratos, passando fome e não é isso que gostamos de ver. São companheiros fieis e amorosos e que merecem cuidados especiais”, analisou.

Para Trigo, o contato dos munícipes com os animais, e por vezes os maus tratos que eles sofrem, podem acarretar em acidentes. “Temos relatos de moradores que já foram mordidos por esses animais, por uma razão ou outra. A conscientização e o recolhimento desses animais pode garantir que outros acidentes aconteçam e também que possíveis doenças não sejam proliferadas, como a raiva, doença do carrapato, sarna, entre outras”, justificou.

 

Canil Municipal

Vale destacar que o Canil Municipal de Botucatu, que fica na Avenida Itália, tem um projeto que presta atendimento a animais abandonados por seus proprietários e levados ao canil ou foram recolhidos feridos nas ruas da cidade. Recebem tratamento veterinário adequado, são alimentados, tratados, vermifugados e castrados para que sejam doados.

De acordo com a agente de Saúde, Tereza Cristina Souza o Canil Municipal tem parceria com a Associação Protetora dos Animais (APA), entidade que foi criada, oficialmente, em 23 de junho de 2003, em Botucatu e, declarada de Utilidade Pública em 2004, mantida por voluntários. “Mesmo com pouca estrutura e recursos financeiros os voluntários da APA realizam um trabalho que merece os maiores elogios com o objetivo de estreitar as relações de convivência entre os seres humanos e animais”, elogia a agente de Saúde.

Lembra que um dos principais objetivos do canil e da APA é executar um trabalho educacional sobre posse responsável e incentivar a castração de animais domésticos (cães e gatos), evitando crias indesejadas. Diferentemente do canil, a APA não possui abrigo institucional, mas cuida de animais abandonados e muitos deles são levados para a feira de doação que é realizada nas manhãs de sábado na Praça Comendador Emílio Peduti – Bosque.

“O trabalho de castração não pode ser interrompido, pois é a única forma que temos de diminuir a população de animais indesejados que fatalmente são abandonados, morrem ou exibem uma triste visão nas ruas de Botucatu. O animal tirado da rua tem gastos como suplemento alimentar, medicação, pagamento de honorários aos veterinários, entre outras coisas”, complementa.

Lembra que o trabalho desenvolvido com animais é fundamentado pelo Decreto da Lei n° 24.645/34 e Lei Federal n° 9.605/98, que dispõem sobre a tutela de todos os animais pelo Estado e sobre as sanções penais e administrativas que são aplicadas a todo aquele que praticar atividade lesiva ao meio ambiente, incluindo maus tratos, abandono e crueldades contra animais. “Nosso propósito é que essa idéia seja compartilhada por outras pessoas que querem proteger e conservar a vida dos animais”, frisa a agente.