Em sessão tumultuada Câmara aprova aumento dos servidores

Em sessão ordinária realizada na noite desta segunda-feira (30), os vereadores da Câmara Municipal de Botucatu aprovaram o Projeto de Lei de autoria do prefeito municipal João Cury Neto, que reajusta os salários dos servidores municipais em 5% e outros 10% no vale compra e saúde, que hoje custa R$ 300,00. A sessão foi bastante tumultuada e longa, começando ? s 20 horas e encerrada apenas na primeira hora da madrugada desta terça-feira.

O projeto, em questão, já havia sido colocado em votação em sessão extraordinária ocorrida na quarta-feira da semana passada, mas o vereador do PSB, Professor Nenê, pediu vistas, fazendo com que a votação fosse adiada. A alegação do parlamentar foi dar continuidade ? s negociações para que o reajuste chegasse a 6%.

A confusão teve início quando o vereador Xê (PSDB) pediu a supressão do Grande Expediente, já que vários projetos seriam votados e isso dividiu o plenário. Cinco vereadores da situação queriam a supressão (Xê, Fontão, Dr. Bittar, Reinaldinho e Bombeiros Tavares) e os outros cinco da oposição (Abelardo, Professor Nenê, Professor Gamito, Lelo Pagani e Carlos trigo) queriam o Grande Expediente. Coube ao presidente Curumim dar o voto de minerva, confirmando a supressão do Grande Expediente.

Isso irritou o vereador Abelardo, que passou a pedir a palavra a cada projeto a ser votado e pelo Regimento a cada pedido pôde discursar por 15 minutos, procurando mostrar aos vereadores que o aumento salarial poderia ter sido maior. “Não tenho pressa e vou continuar falando sobre esse projeto, pois é um direito regimental que tenho. Se não pude falar no Grande Expediente, vou pedir a palavra quantas vezes for necessário”, colocou Abelardo.

Como em seu discurso Abelardo fez críticas ao presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, José Manoel Leme (que estava presente em plenário), por não ter realizado assembléia geral para votar a proposta do Executivo, o vereador Dr. Bittar solicitou ao presidente da Mesa que permitisse que o sindicalista se manifestasse na Tribuna Livre. Curumim, mais uma vez, colocou o pedido em votação e Leme pode explicar como foram feitas as negociações com o prefeito João Cury, por 15 minutos.

Depois disso, Abelardo continuou pedindo a palavra. Chegou ao ponto em que o presidente da Casa, “caçou” a palavra do parlamentar, alegando que ele estava fugindo do foco principal que era o reajuste de 5%. Depois de muitas discussões, a sessão foi encerrada, prevalecendo o projeto original.

{n}Relembrando o acordo{/n}

A Prefeitura e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Botucatu chegaram a um entendimento para um reajuste de 5% em cima do salário e outros 10% no vale compra e saúde, que hoje custa R$ 300,00. Esse vale compra poderá ser utilizado pelos servidores ativos da Prefeitura em diversos supermercados do Município. Já o vale saúde, que pode ser gasto em farmácias e clínicas médicas e odontológicas, é exclusivo aos servidores aposentados e pensionistas. Após ser formalizado o acordo entre Executivo e Sindicato, a proposta foi encaminhada ? Câmara Municipal.

Na justificativa do projeto de reajuste, o prefeito relatou que manteve diálogo com o Sindicato e explicou a situação atual da Prefeitura. No relatório está descrito que o Executivo conseguiu manter o compromisso de oferecer pelo terceiro ano consecutivo um reajuste acima da inflação, o que estabilizará uma média que não corroa ainda mais as perdas dos últimos 12 anos sofridas pelos servidores em gestões passadas.

Para o presidente do Sindicato dos Servidores, José Manoel Leme, o Mané, a negociação chegou ao seu limite máximo. Lembrou que este ano acontece a reforma administrativa onde os funcionários serão beneficiados com ganhos reais nos vencimentos e o reajuste de 5% já havia sido foi projetado no ano passado.

Foto: Valéria Cuter