Após derrota, Mário Ielo diz duvidar do resultado das urnas; Justiça Eleitoral rebate declarações

 

oficia-ielo-caco-13Um vídeo divulgado no início da noite desta segunda-feira,05, pelo ex-prefeito Mário Ielo causou certa polêmica nas redes sociais. Derrotado nas urnas no último domingo, 02, o candidato do PDT diz não acreditar no resultado obtido nas urnas, achando estranha a votação que alcançou nas eleições.

Ielo obteve 21.663 votos, 32,29 % do total válido. A vitória, como todos sabem, foi de Mário Pardini do PSDB, com 39.045 votos, 58,20 % do total válido.

“Hoje, 05 de outubro, três dias após as eleições, fazendo uma análise do resultado das urnas, gostaria de dizer que não acredito no resultado obtido. Nós fizemos uma campanha propositiva, colocando nossa proposta para todos os bairros da cidade de Botucatu. Todos os indicadores mostravam nossa vitória no dia 02 de outubro. Agora, conversando em todos os lugares que eu vou, a população achou estranho e me perguntam: O que aconteceu? Queria dizer que o processo eleitoral não se resume apenas ao resultado das urnas e sim em toda legalidade do processo eleitoral. Vamos acompanhar todas as denúncias feitas na justiça eleitoral em relação ao abuso de poder econômico do candidato apoiado pelo prefeito”, coloca em tom de denúncia Mário Ielo.

Igor Ignácio
Igor Ignácio: “Quero acreditar que as dúvidas não sejam em cima da justiça eleitoral

O chefe do Cartório Eleitoral Igor Ignácio, disse ao Acontece Botucatu que quer acreditar que as dúvidas do ex-prefeito não sejam direcionadas à Justiça Eleitoral. “Acho que a coligação ‘Somos todos Botucatu’ confia tanto na justiça eleitoral, que na cerimônia de lacração das urnas não tinha nenhum fiscal ou representante do candidato Mário Ielo. Foi feita auditoria nas urnas e não há o que se falar. Então, quero acreditar que essas dúvidas não sejam em cima da Justiça Eleitoral”, disse Igor Ignácio.

As denúncias de abuso de poder econômico protocoladas pela coligação ‘Renova Botucatu’ (PR-Rede-PRP e PHS) do candidato Reinaldinho, estão sendo analisadas. A coligação afirma que o prefeito eleito Mário Pardini visitou prédios públicos enquanto candidato, o que é vedado pela legislação eleitoral.

Na primeira, trata-se de uma visita ao prédio da Pinacoteca, fato que ocorreu no mês de junho, ou seja, antes do período eleitoral. A segunda seria uma visita no projeto Joana de Angelis. A defesa de Mário Pardini alegou que o local não se trata de um prédio público e sim de uma entidade sem fins lucrativos.

O primeiro caso está nas mãos do Ministério Público, que irá se pronunciar nos próximos dias. Já a segunda denúncia, após argumentação da defesa, abre-se novamente prazo para a parte que acusa se manifestar.

Essa não é a primeira vez que Ielo duvida do resultado das urnas. Em 2008, após ver seu candidato Valdemar Pereira de Pinho perder o pleito para João Cury, disparou contra o tucano dizendo que houve compra de votos.

Na oportunidade, Mário Ielo não transferiu o cargo para João Cury, afirmando que o resultado era ilegítimo. O caso foi parar na justiça, que considerou a denúncia improcedente.