O CARNAVAL DAS MARCHINHAS VOLTOU MESMO!

Êta “nóis”, o carnaval das marchinhas voltou mesmo! Pelo menos foi o que vivenciei nas noites do sábado (30/01), nos “Dragões da Vila” e na sexta-feira seguinte (05/02) no Botucatu Tênis Clube. Foram duas noites maravilhosas, de muita alegria e descontração. Aliás, imensamente prazeroso ver tanta gente da terceira idade sambando, cantando e se divertindo em ambos os bailes. Pena que não pude participar da festança lá na gloriosa Associação Atlética Botucatuense; no entanto soube que também foram noites animadíssimas. 

Apesar de serem muito antigas, as marchinhas carnavalescas, sem dúvida, o emblema da tradição do carnaval brasileiro, continuam fazendo toda a diferença nos bailes do Rei Momo que ocorrem por este Brasil afora. Aqui na terrinha, três clubes (“Dragões da Vila”, Botucatu Tênis Clube e a nossa querida “Veterana”) priorizaram em oferecer àqueles que apreciam um bom baile carnavalesco, um repertório todinho composto por canções que são fáceis de cantar e sacodem o salão inteiro. Evidentemente que as Bandas contratadas mesclaram a programação musical, com alguns Sambas Enredos de Escolas de Sambas famosas. Por sinal, a Banda que animou o salão dos Dragões (GIL BRASIL BANDA SHOW) simplesmente “arrebentou”. Os moços que residem na Capital Paulista conhecem tudo de carnaval. O tão gostoso “arrasta pé” movido pelas marchinhas e os sambas-enredos, enfeitados com muito confete e serpentina, adentrou pela madrugada até que uma deliciosa canja foi servida aos presentes.

Outra maravilha ocorrida lá no Clube do sempre lembrado “Bairro da Estação” que merece todos os nossos aplausos foram as homenagens prestadas antes do início dos festejos carnavalescos a dois baluartes que fizeram história por lá: os saudosos José Gragnani, um dos fundadores do clube que, por vários anos, ocupou a Presidência da casa e Nelson Leão, um dos ferroviários mais respeitados de Botucatu e um grande colaborador da agremiação. Os filhos Fernando Gragnani e Nilton “Bird” José Leão se incumbiram de receber uma linda condecoração que, com certeza, demonstra, além da importância que esses dois participantes ativos tiveram na existência do clube, o reconhecimento de toda uma diretoria e seus simpatizantes.

Parabéns a todos os queridos colegas, componentes da diretoria desse clube social que sequer possui um quadro associativo e, muito menos, funcionários (lá todos “pegam no breu”), Antonio “Juninho” Cecílio Junior, Luiz Pereira, Eloy Pereira, Fulvio Chiaradia, Doutor Lourenço Talamonte, João Roberto Diogo, Nilceu Giacóia, José Carlos Souza, Ivair Tardivo, Paulinho Capeluppi, Romualdo “Roma” Pinton e outros tantos que se “juntam”  a esses eventos e que, infelizmente, fugiram a minha mente, por “estarem na estrada” há quase meio século, realizando todas essas festividades maravilhosas.

“Bão”, aí veio a XIV SEXTA CARNAVALESCA, BAILE DO AZUL E BRANCO, lá no nosso querido BTC. Nada foi diferente daquilo tudo que curtimos nos Dragões. Tudo muitíssimo organizado pela diretoria dos amigos Doutores Dudu Torres e Junior Colenci. Música das boas; confete e serpentina aos montes; muita gente bonita; uma fartura de “redondinhas”; retratos de todos os ângulos e um “montão” de amigos transformaram o Ginásio de Esportes mais antigo da cidade, num ambiente “pra” lá de acolhedor. Gente teve tanta fartura (de tudo) por lá que o meu amigo Edgar Pain chegou a tomar uma “dosinha” de Whisky dos bons, na “mesa do vizinho”, e oferecer, inclusive, um “gole” para a dona da bebida. Que absurdo! O grande Edgar precisou ser alertado que o nosso espaço não era aquele e sim, a mesa ao lado. Foi engraçada essa trágica “ocorrência”, por causa dela levou um “puxão de orelhas” da esposa Márcia Mazoni Pain, outra integrante da mídia local que trabalhou muito naquela noite.

O baile estava tão especial que só percebi a realidade que Deus me “jogou no colo” ao ouvir a monstruosa canção MÁSCARA NEGRA, muitíssimo bem interpretada pelos vocalistas da Banda CARISMA. Um refrão desta linda marchinha que diz: “… foi bom te ver outra vez; tá fazendo um ano foi no carnaval que passou…”, me “acordou”. Acredite! Estava lado a lado, de um “punhado” de amigos especiais (Engenheiro Osvaldo Ribeiro, leitor especial dos meus “contos” semanais; Tenente Coronel Renato Rezende; Jânio Gonçalves, presidente da AAB; Dinho Herbest, outro alvinegro forte; o menino Balestrim, mais um admirador do nosso trabalho semanal; Rodrigo Peres; o grande Zé Savini; Doutor Emanuel Celice Dias, renomado médico otorrinolaringologista; Doutora Simoni Alves Tuono, Delegada de Polícia; meu “amicíssimo de carteirinha” Rodrigo Scala que, desfilou num carro aberto no carnaval de rua de Bauru, onde foi aplaudidíssimo e estava acompanhado da também colunista Marlene Caminhoto; Rafa Piozzi e o belo e amável casal Vera Lúcia e Donizeti Manzini), alguns, que há muito não os via, e mais, curtindo as delicias dessa tradicionalíssima festa (o carnaval verdadeiro, sem frescura) que, é sempre bom dizer, muita gente (muito mesmo) – desde dirigentes de clubes sociais, empresários de artistas e até proprietário de conjuntos musicais – querem transformá-la em mais uma dessas mediocridades que tomam o gosto de grande parte da nossa juventude. De fato, o poeta tem razão ao dizer: música é a linguagem da alma! Minha alma esbanjou alegria.

Parabéns, grande presidente Doutor Eduardo “Dudu” Torres por, mesmo com as inúmeras dificuldades de sobrevivência que toda entidade social esportiva vem enfrentando neste país SEM COMANDO, “juntar” tanta gente da nossa sociedade num evento que já há alguns anos, virou a “bola da vez” da cidade.

Parabéns, querido amigo Doutor Newton Colenci Junior pela elegância e competência com que dá suporte a uma diretoria íntegra, cujos princípios não diferem, em nenhum momento do CRESCER e do EXPANDIR.

Deixando as alegrias de lado – até porque a vida é mesmo desse jeito: hoje estamos alegres: amanhã, algo triste toma conta do nosso coração e depois de amanhã, sequer sabemos se teremos o direito de estarmos alegres ou tristes – abraço, em forma de homenagem póstuma, dois grandes botucatuenses, integrantes da família do ‘Tricolor da Baixada”, que nos deixaram na última semana, para irem ao encontro do Senhor: meus amigos Areovaldo “Vadão” Zanchita, um dos maiores jogadores que conheci aqui na terrinha e o ferroviário mais ferroviário de todos que, ao longo da sua vida, muito contribuiu com o crescimento e o desenvolvimento que a nossa Associação Atlética Ferroviária teve desde a sua existência, o já saudoso Presidente Antonio Bonome. Descansem em paz e até qualquer dia queridos amigos!

Por fim, com o mesmo carinho, abraço o Guarda Municipal Manoel Barcaça que durante uma operação da GCM sofreu um acidente grave. Hoje, com as graças DELE e dos meus amigos médicos ortopedistas do Hospital das Clínicas está, de novo, a todo vapor.

Querido amigo, obrigado pelo abraço. Confesso que ainda não tinha me deparado com uma demonstração de carinho e gratidão como a que recebi de você lá no bairro da Mina.

Rubens de Almeida – Alemão

alemao.famesp@gmail.com