COMO A VIDA VAI SEM SE DESPEDIR…

É, minha gente, a vida é mesmo um grande mistério, quase sempre somos pegos de surpresa, exatamente como diz um trecho de uma linda música da dupla sertaneja Zezé Di Camargo & Luciano: “… COMO A VIDA VAI SEM SE DESPEDIR; SÓ PRA VER FICAR QUEM DEIXOU DE IR…”.

Lamentavelmente amanhecemos a última segunda-feira (26/09) em lágrimas. Logo ao raiar do dia tivemos a notícia da morte de uma figura muitíssimo querida, uma pessoa que, apesar da pouca idade, conquistou um número enorme de amigos: a menina Daniele Cristina Deleo Fusco, esposa do meu grande amigo e companheiro das “causas” que tento levar adiante para o bem do mundo da pobreza e da fome, Doutor Ezeo Fusco Junior; filha de um casal tradicional lá da conhecida Vila dos Médicos (Domingos e Dona Táta Deleo), xodó de uma família de outros sete irmãos, (Minguinho, Cacá, Vitor, Valmir, Celso Silvio e Sônia). Que tristeza! Quanta amargura!

Quis Deus que essa estimada criatura, tão logo se tornasse mãe viesse a enfrentar uma terrível enfermidade. Quis Ele também que a nossa querida Dani, como era carinhosamente chamada por todos, não superasse os desafios dessa moléstia e nos deixasse tão prematuramente para ir morar no céu ao lado do Senhor. Enfim, temos que nos consolar e aceitar os desígnios do nosso Protetor, mesmo porque, temos a consciência de que estamos de passagem por este mundo incerto.

Muita gente compareceu no Complexo Funerário “Orlando Panhozzi” para levar o seu adeus ? mamãe do pimpolhinho Ezinho – graças a Deus, um garotinho muito forte, mas que ainda não completou um aninho de vida. Ao longo de todo o dia, assistimos inúmeras manifestações de carinho, aliás, a homenagem prestada por suas amigas de igreja foi algo “pra” lá de emocionante. A música cantada por elas, minutos antes do sepultamento, certamente conseguiu relatar um pouco de tudo o que a Dani representou para muitos dos seus amigos.

“Nóis” que vimos esta linda moça nascer e crescer ao nosso lado, sofremos tanto quanto os seus familiares. Tudo foi muito difícil naquele dia; desde as manifestações de apoio que tentamos levar aos pais e irmãos, bem no começo da manhã, até o sepultamento no final da tarde, tudo castigou demais o nosso coração.

Enfim, como disse no início desta singela homenagem, a vida é mesmo assim; jamais ousamos imaginar como será o nosso amanhã. Infelizmente, outra vez estamos de luto e enfrentando o amargor do desespero e da dor que, vez ou outra, a nossa alma sente.

Descanse em paz “mãe menininha”, Daniele Cristina Deleo Fusco. Tenha certeza que você deixou uma grande lição a todos nós. Sem dúvida alguma o trecho final da música da Cantora Gospel Damares Alvez Bezerra de Oliveira a ti oferecida por suas amigas na hora da despedida (“… A minha vitória hoje tem o sabor de mel…”) tem muito a ver com a realidade que você enfrentou nos momentos mais difíceis da sua enfermidade. Também leve contigo a certeza de que a sua bravura, persistência e, principalmente, a vontade imensa que sempre teve em superar esse mal, ficarão para sempre em nossa memória.

Que o nosso Pai, possa oferecer aos seus familiares (pais e irmãos), todo o conforto necessário para a superação desta grande perda, muito especialmente ? sua outra metade, meu amigo Doutor Ezinho Fusco.
Envio o meu fraternal abraço desta semana a uma pessoa ilustre entre nós botucatuenses, um dos médicos mais conceituados da cidade e que também sofreu muito com essa tragédia: meu amigo, parceiro dos intentos do bem e leitor assíduo dos textos que publico semanalmente aqui nesta coluna, Doutor José Ricardo Paciência. Rodrigues.

{n}Rubens de Almeida – Alemão
alemao.famesp@gmail.com