Foragido de penitenciária em Bauru se envolve em briga e é recapturado pela polícia

 

Foi recapturado na noite de terça-feira (31) mais um foragido do Centro de Progressão Penitenciária (CPP 3), que fugiu da unidade durante a rebelião do dia 24 de janeiro. De acordo com informações da Polícia Militar, ele foi detido depois de se envolver em uma briga em um bar de Bauru (SP).

Ainda segundo a PM, o estabelecimento fica próximo de uma base da PM e o suspeito foi abordado rapidamente. Ele confessou que era foragido do CPP 3 e foi recapturado pelos policiais. Até esta quarta-feira (1), foram recapturados 122 dos 152 detentos que fugiram, segundo a polícia.

Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário Paulista (Sindcop) de Bauru enviou na segunda-feira (30) um ofício ao Ministério Público solicitando a investigação das denúncias que os agentes penitenciários vêm fazendo sobre a superlotação e infraestrutura do Centro de Progressão Penitenciária (CPP 3).

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que a superlotação não é um problema apenas de São Paulo. “Superlotação existe no Brasil inteiro. O que estamos fazendo? Vamos inaugurar mais unidades prisionais, duas em fevereiro, em Votorantim e Icém. Estamos trabalhando para aumentar o número de vagas prisionais e o Tribunal de Justiça tem atuado para promover a progressão das penas. O trabalho está sob controle”, diz Alckmin.

Ainda segundo ele, a rebelião em Bauru foi um caso isolado. “[O CPP] É uma fazenda de 210 alqueires, não tem fuga porque lá é semiaberto, não precisa fugir, é só não voltar. O que houve é uma questão isolada, não tem nada a ver com as rebeliões que ocorreram no Brasil. Foi um problema localizado de identificação de um preso com celular. Os demais presos foram solidários a ele e teve um problema”, afirma.

O regime do CPP 3 é semiaberto e todos os detentos têm direito a trabalhar ou estudar fora da unidade. Ainda de acordo com a SAP, hoje, 208 presos trabalham fora da penitenciária, outros 65 em empresas dentro da unidade e 358 trabalham em atividades de manutenção do próprio presídio. Os outros estão em férias escolares ou aguardam conseguir uma atividade. Depois da rebelião mais de 700 presos foram transferidos para presídios que também estão superlotados. Com a mudança, a população carcerária na unidade caiu para 698.

Fonte: Portal G1