Covas decide exonerar João Cury da Secretaria de Educação de SP

Reportagem do Jornal Folha de São Paulo desta segunda-feira, dia 10, noticia que João Cury não é mais o Secretário de Educação da cidade de São Paulo. O texto da Folha cita que pressionado pelo governador e correligionário João Doria, Covas exonerar João Cury Neto do cargo para o qual ele foi nomeado em janeiro deste ano.

Cury tornou-se desafeto de João Doria em 2018, quando decidiu aceitar o convite do então governador Márcio França (PSB) para ser secretário estadual de Educação. Essa manobra foi interpretada como um claro apoio à campanha de França contra Doria na corrida eleitoral.

O ex-Prefeito de Botucatu, que meses antes articulava sua candidatura para Deputado Federal, foi expulso do PSDB pelo então presidente estadual dos tucanos, Pedro Tobias. Na oportunidade Tobias disse que o fato de Cury aceitar o convite de Márcio França, era uma “irrefutável transgressão ética”. Em Botucatu, antes da eleição, Pedro Tobias disse que “Ou está com Doria ou está contra Doria”, após sair de uma entrevista com Rodrigo Garcia, então candidato a vice-governador de Doria.

João Cury foi um dos principais articuladores da campanha de Márcio França ao Governo do Estado. Ele conseguiu na oportunidade aglutinar diversos Prefeitos do interior em volta da campanha do então candidato a reeleição pelo PSB.

Para o lugar de João Cury o nome mais cotado é o do tucano Bruno Caetano, ex-diretor-intendente do Sebrae, próximo de uma ala tucana mais tradicional, formada por nomes como José Serra e Andrea Matarazzo (atualmente no PSD), cita a Folha. A reportagem diz ainda que João Cury deve continuar na Prefeitura de São Paulo, mas em cargo menos influente, possivelmente no gabinete do prefeito Bruno Covas.

No fim de abril o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou João Cury Neto no caso Sangari. A decisão de Segunda Instância fala em improbidade administrativa e perda dos direitos político por 5 anos.

O Acontece Botucatu Botucatu tentou o contato com João Cury através de uma mensagem e aguarda sua resposta.

A reportagem da Folha ainda cita o seguinte:

-A chegada de Cury Neto à prefeitura foi cercada de polêmica. Seu antecessor, Alexandre Schneider, conseguiu ampliar as vagas de creche em meio à crise econômica, liderou o desenvolvimento do currículo da cidade e manteve com a categoria docente a boa relação que já tinha quando ocupou o mesmo cargo na gestão Gilberto Kassab.

A saída de Schneider pegou os docentes, o secretariado e o próprio ex-prefeito Doria de surpresa. A chegada de Cury, figura próxima de Covas, fez parte de um movimento de articulação política do prefeito, tendo em vista as eleições de 2020. Ao nomear Cury, acreditava que poderia conseguir o apoio de França e de seu partido, o PSB.

Procurada, a gestão Covas não se manifestou até a publicação desta reportagem. Em nota, o governador Doria disse que “o prefeito Bruno Covas tem total autonomia para tomar todas as decisões que julgar conveniente.”-

Com informações da Folha de São Paulo