A SEMPRE OUVIDA PRF 8 RÁDIO EMISSORA DE BOTUCATU VOLTOU!

 

Esta nossa vidinha é mesmo muito difícil de entender, não é? Não bastassem as besteiras cotidianas cometidas por nossos representantes (os políticos) aqui, ali e acolá – que não deviam “distorcer” a nossa cabeça, afinal, todos foram eleitos por nós – ainda nos deparamos com situações que “chacoalham” demais o nosso coração. Abalos emocionais dos mais variados e de grandes proporções (talvez “movidos” por essa falência clara e vergonhosa de tudo neste país) ocorrem, com muita frequência, neste nosso viver misterioso, em especial, com aquelas pessoas mais vividas, ou melhor, um tanto quanto “saudosas”.

Vamos lá! Por exemplo, o que explica uma emissora de rádio tão antiga e tradicional (a sempre predileta PRF 8 Rádio Emissora, aliás, a primeira a se “instalar” na cidade), que jamais deixou de ser a porta-voz do povo e de tudo o que de bom acontecia aqui nesta nossa hospitaleira e generosa cidade chamada Botucatu, continuar “fora do ar”? Por que, um PATRIMÕNIO HISTÓRICO deste nível, tem que ficar à mercê dessas aberrações todas que nos acometem, dia após dia, em todos os cantos deste país todinho esfacelado? Com certeza, nenhum de nós, encontraremos explicações convincentes para justificar falhas indesculpáveis como esta!

Claro que o falecimento do patriarca do grupo que dirigia a emissora (meu estimado e saudoso “paizão” Plínio Paganini, um dos maiores seres humanos que tive o privilégio de conhecer e conviver, por anos e anos) por si só ocasionou um baque violento, afinal, a morte do expoente de qualquer estrutura administrativa, sempre traz dissabores e consequências, muitas vezes irreparáveis. No entanto, sempre achei que “nóis”, que aprendemos (com essas mesmas figuras esplendorosas) procurar solucionar situações desesperadoras que acontecem ao nosso redor, ao menos, temos que tentar “fazer a nossa parte”. Infelizmente, até “ontem”, isso não tinha ocorrido com a nossa PRF 8.

Graças a Deus e, exatamente, como revela um dito popular muitíssimo verdadeiro que diz: “no mundo do bem, Deus nunca fecha todas as portas; ao mesmo tempo em que bloqueia algumas passagens, ELE também abre, de vez, passagens que nos levam a caminhos extraordinários|”, as portas da solução para a nossa querida F8, foram novamente descerradas. Felizmente, desde a última segunda-feira (03/04), depois de um simples “café da manhã”, a nossa amada PRF 8 Rádio Emissora voltou às suas origens e está, novamente, à disposição dos seus sagrados ouvintes.

Quis Deus que a “Rádio do Plínio” voltasse a atuar e fazer a alegria de muita gente, a partir daquele momento e, quis ELE também, que tudo isso ocorresse pelas mãos de um empreendedor muito especial, por sinal, “prata da casa”, dessa emissora sem fronteiras: meu amigo de todas as horas, Vanderlei dos Santos. Que glória!

Quanta emoção “rolou” nos novos estúdios dessa emissora campeã, naquela manhã festiva para a radiofonia “botucuda”! Quantos depoimentos emocionados foram ao ar, através de confissões de profissionais que construíram bonitas histórias, ao lado de um dos mais respeitáveis comunicadores do rádio interiorano, o inesquecível Doutor, Plínio Paganini, naquele ato solene que simbolizou CONTINUIDADE, e também marcou a volta de uma “rádia” que jamais deveria ter se “afastado” dos seus admiradores. Foi assim com o Professor José Maria Leonel e com outros radialistas renomados, como o Neder Filho, Professor Benedito Gamito, Antonio Semião e, inclusive, o próprio Vanderlei dos Santos, o verdadeiro âncora da radiofonia local. Aliás, quem um dia, não ouviu um badalado programa todinho “caipira” esboçado pelo Professor Zé Maria Leonel? E as declarações também emocionadas daquele famoso “turco” (Neder Filho), que sempre “pegou no pé” de todo mundo, especialmente dos políticos botucatuenses?

Enfim, o que posso falar de um simples “café da manhã”, organizado de maneira tão carinhosa e modesta, somente para acolher pessoas ilustres da cidade que, certamente foram dar as “boas vindas” à nova PRF 8? Claro que teria muito a dizer, no entanto, nesses momentos, poucas palavras nos vêm à mente; porém, depois de ouvir atentamente as bênçãos ofertadas pelo querido Padre Orestes Gomes Filho (que também contou alguns “causos” vividos na F8) e ter vivenciado o amargor enfrentado por muitos amigos (colegas, lá de trás), que inclusive tentaram “esconder” aquelas lágrimas normais, surgidas de um saudosismo prazeroso, só posso dizer uma coisa: que “baita” receptividade acabou reservada ao reinício das atividades desta emissora que jamais deveria ter saído do ar. Parabéns Vanderlei dos Santos! Sem dúvida alguma, meu irmão, esta sua atitude “balançou” o coração de muita gente aqui na terrinha!

Queridos acompanhantes deste “conto”, a vida é mesmo desse jeito, principalmente, quando se fala em Brasil. Aqui tem gente que “canta de galo”, sem ao menos, conseguir “cacarejar”; aqueles que têm poder em tudo, mas que, por ironia do destino, estão na mira da justiça, por cometerem falcatruas, e, tem também (em grande quantidade) gente que se acha (se acha mesmo!), mas, que nunca consegue se encontrar. Ah, tem também instituições renomadas, antigas, tradicionais, grandes prestadores de serviços ao público (como a F8, por exemplo), que “minguam”, sem ao menos saber, o porquê dessa míngua. Lamentável, profundamente repudiável essa situação! Êta Brasil Brasileiro!

Para finalizar, aproveito a oportunidade para contar uma linda história de vida, ocorrida nos estúdios da antiga Rádio Emissora, em décadas passadas, mais propriamente no mês de dezembro de 1985, num dos muitos encontros ocorridos lá, entre o saudoso Plínio Paganini e vários integrantes do Comercial FC de Vila Antártica (Cláudio Benedito Alves, Mário Spadim, Wenceslau Pinto Filho, Cláudio Claro, Cláudio “Cal” Romanholi, José Cláudio Spadim, entre outros). Naquela data, para a alegria de muita gente, nasceu uma grande idéia que, graças a Deus, frutificou tanto, a ponto de virar mania em todo o território nacional: um torcedor para assistir um evento filantrópico (jogo de futebol, show de artistas, ou outro evento benevolente que for), não precisa pagar ingresso, apenas contribui com um quilo de alimento não perecível.

Isto foi ou não, uma marca vitoriosa de pessoas do bem? Tanto é que em todos os eventos beneficentes realizados no país, nos dias de hoje, o alvo das arrecadações é sempre o mesmo, ou seja: UM QUILO DE ALIMENTO NÂO PERECÌVEL. “Êta nóis”! Salve, salve os meus amigos do Comercial FC de Vila Antártica, pioneiros como eu, desse marco na vida da pobreza e da miséria da nossa gente, por este Brasil afora!

Que alegria, poder, através desta coluna, cumprimentar dois profissionais de altíssimo nível que, para minha satisfação, são assíduos leitores dos meus “causos” semanais. Prazerosamente, envio um abraço “pra” lá de carinhoso, aos Fisioterapeutas Marcos Roberto Sartori Mendonça e Vicente “Juninho” Chirinéa, este, filho do meu particular amigo Vicente Chirinéa, o “Purga”, um dos atacantes mais completos na história do futebol paulista que, inclusive, marcou época na nossa querida Associação Atlética Ferroviária, nos anos sessenta.

 

Rubens de Almeida – Alemão

alemao.famesp@gmail.com