QUE 2017 SEJA, DE NOVO, O ANO DA SOLIDARIEDADE!

 

Eta “nóis”! Mesmo diante de tantas dificuldades e graves problemas de sobrevivência enfrentados por uma maioria massacrante de brasileiros (13 milhões de desempregados e uma crise socioeconômica sem precedentes – aqui em Botucatu nada está diferente) atravessamos o ano de 2016, neste peculiar “mundo” tão prazeroso de se habitar, chamado SOLIDARIEDADE, repletos de muito sucesso.

Aliás, encerramos o ano (eu, meus colegas do Grupo de Amigos Voluntários e o pessoal da Rádio Municipalista), com a realização, só nos últimos quarenta dias, de três campanhas de “cair o queixo”.

Primeiramente aconteceu a “Campanha dos Brinquedos”, um tradicional evento filantrópico, que já dura dezesseis anos, na manhã de 25 de novembro passado, nos estúdios da “Rádio do Povo” e que presenteou uma imensidão de crianças, moradoras dos mais variados bairros periféricos da cidade que, sequer, seriam lembrados no dia de Natal.

Depois dessa “empreitada”, um fatídico incêndio que destruiu, por completo, a moradia de um casal de botucatuenses (ele, um desses muitos senhores que precisam “rebolar e rebolar” para sobreviver com essa vergonhosa aposentadoria paga pelo INSS e, ela, uma simples dona de casa) que cuidam de seis crianças, colocou-nos novamente em ação. Sem muito pensar, voltamos à emissora e lá demos de cara com mais um voluntário, o nosso colega Cristiano Alves e os integrantes da equipe do programa “A Marreta” naquela manhã (César Junior, Nader Filho e Renan Contessoatti) que, prontamente nos abraçaram numa campanha para amparar o casal.

Com a união de esforços de toda a nossa equipe e, principalmente, a generosidade da nossa gente, tudo culminou na solução gloriosa deste triste e lamentável episódio que, com as graças de Deus, não teve vítimas fatais, a não ser dois cãezinhos da família que, infelizmente, morreram queimados. Fizemos um apelo aos ouvintes e todos os itens (camas, guarda-roupas, fogão, geladeira, mesa, cadeiras, televisor, roupas, enfim, tudo o que requer numa moradia familiar) que foram consumidos pelo fogo, voltaram em forma de doações, feitas pela nossa gente. Hoje, passados pouco mais de quinze dias, essas criaturas estão bem hospedadas em outra residência. Parabéns, estimado amigo Cristiano Alves, por ser o elo principal de uma corrente valiosa como esta!

Quando tudo dava conta de que o ano acabaria tranquilo, eis que fomos procurados, por um senhor deficiente, ambulante da Rua Amando de Barros (que, inclusive, foi agraciado em anos passados, com uma cadeira de rodas motorizada, adquirida através de uma corrente do bem feita na própria emissora) – por sinal, essa cadeira é o esteio de sua vida – exatos quatro dias antes do Natal, dizendo que a sua preciosa “condução” havia queimado o motor. E agora, pensamos: o que podemos fazer para socorrê-lo? Como ajudar esse senhor?

Não deu outra, corremos atrás de alguns amigos generosos (os professores unespianos Sidney Lastória, Shoite Kobaiase, Sérgio Canuto, Rubens Ramos de Andrade, Giovani Faria, Emilio Carlos Curcelli, Pasqual Barretti, Fausto Viterbo, José Carlos Souza Trindade Filho, José Roberto Fioreto, Doutor Augusto Mazoni Neto; os amigos Vanderlei dos Santos, Doutor Mauricio Passaroni, Doutor Paulo Buchingani, Álvaro Ceriliane, Padre Orestes Gomes Filho, Plininho Genta e Ézio Melilo, este, um leitor especial dos meus artigos semanais) e, em menos de 24 horas levantamos recursos suficientes para bancar os custos (não foi pouco) de um “motorzinho” novo para a referida cadeira de rodas; eta “nóis”!

Nossa gratidão ao empresário José Carlos de Oliveira Filho, da Tecmad de Lençóis Paulista, que não mediu esforços no sentido de deixar esse “veículo”, tão importante para um nosso irmão, tudo em ordem de um dia para o outro. Um forte abraço grande Junior!

Então, prezado leitor, acho que somente o resultado obtido nessas três ações sociais relatadas, são suficientes para que possamos afirmar que 2016 foi, de fato, um “ANO DOURADO” a todos nós que, orgulhosamente, militamos neste universo tão carinhoso chamado SOLIDARIEDADE.

Evidentemente que não torcemos, para que fatalidades como incêndio em moradias, volte a ocorrer com famílias botucatuenses; torceremos sim para que o coração do povo botucatuense continue sendo cada vez mais, nobre e generoso, e que esse vínculo de fraternidade existente entre “nóis” – todos, filhos DELE – continue em alta neste novo ano. Vamos todos juntos neste ano que só está começando!

Com imensa satisfação, neste meu primeiro texto do ano quero abraçar carinhosamente dois ferroviários da “velha guarda”, eternos colaboradores de todas as ações de benevolência que junto de outros tantos amigos fazemos acontecer e que, para a minha grata satisfação são leitores dos meus “causos” aqui contados: meus amigos Lázaro Murback, o querido Lazinho da Madeireira Murba e o sempre simpático e atencioso “amigo dos amigos”, Protogenes “Lico” do  Carmo.

De maneira idêntica abraço afetuosamente todo o pessoal do COLÉGIO IPÊ, muito especialmente os meus amigos de longa data, João Batista Daré e  Rafael Piozzi, o estimado “Rafa” do BTC.

 

Rubens de Almeida – Alemão

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