“… ME DÊ A MÃO, ME ABRAÇA,VIAJA COMIGO PRO CÉU…”

Nada como um “pedacinho” da letra do Samba Enredo da Escola de Samba “Gaviões da Fiel”, grande campeã do carnaval paulista de 1995 “… ME DÊ A MÃO, ME ABRAÇA, VIAJA COMIGO PRO CEU…” para amenizar um pouquinho as dificuldades que estamos enfrentando. Aliás, esses dizeres se encaixam perfeitamente, e de um jeitinho muito saudoso, no nosso dia a dia, afinal, há muito tempo, perdemos aquele abraço costumeiro que fazia toda a diferença na vida das pessoas. Nos dias atuais, infelizmente a nossa sociedade prioriza esse desastroso viver que, lamentavelmente, já virou moda: “cada um por si”.

Graças a Deus que vem chegando o carnaval e com ele “nóis”, brasileiros, deixamos de lado toda essa angústia que toma conta de tudo e de todos, nos quatro cantos deste país – que busca, a todo custo encontrar horizontes positivos para voltar a crescer – pra poder extravasar, fugir dos inúmeros problemas cotidianos e “chacoalhar” a alma ouvindo essas maravilhas de canções carnavalescas que também estavam “escondidas”.

“Bão”, como nem tudo está perdido neste Brasil brasileiro, o carnaval também está de volta às suas origens, pelo menos aqui na nossa hospitaleira “cidade dos bons ares e das boas escolas”. Já há alguns anos, alguns clubes sociais e grupos de amigos organizados aqui da terrinha, vem promovendo, pelo menos uma noite, um baile, denominado, CARNAVAL FORA DE ÉPOCA. Nesses encontros só tocam sambas enredos (aqueles que marcaram época) e as maravilhosas e inesquecíveis marchinhas carnavalescas.

Foi isso que aconteceu na noite de 26 de janeiro, no salão social dos “Dragões da Vila”. Naquela oportunidade, o renomado e muito bem organizado grupo “OS BARTIRAS” levaram um “punhado” de simpatizantes para curtir o primeiro desses desafios neste 2018.

Foi um sucesso o encontro programado pelos amigos de um cidadão “pra” lá de comprometido com coisas que dão certo, José Luiz Mariano de Oliveira, o Zezo da Caixa Econômica Federal. De maneira muitíssimo carnavalesca, recepcionaram muitos foliões, num evento que já virou tradição nos dias que antecedem a festa do Rei Momo aqui na cidade. Seus amigos (Nilton José Leão, Paulo Roberto Rosseto, Marcelo Sleiman, Benedito Bernardo de Oliveira, Márcio Antonio Thadei, José Antonio Bernardo de Oliveira, Olídio Tonin Filho, Elias Marcelo Sleiman, Fábio Correa Carmelo, Bruno Passareli e outros tantos com suas noivas e esposas), simplesmente “arrebentaram” na organização de um baile que deu a largada nesta festa monstruosa que “chacoalha” o país inteirinho. Foi “bão” demais!

Alguns dias depois, mais precisamente na noite do sábado (03/12), lá mesmo na sede dos “Dragões” o “time da casa”, maravilhosamente bem capitaneado pelo brilhante Antonio Cecílio Junior, o querido Juninho da “Cine Vídeo Locadora”, ofertaram outra grande festança aos amantes do verdadeiro carnaval brasileiro – não esse que em anos anteriores, alguns conjuntos musicais (por não conhecerem a raiz dessa festa) quiseram nos botar “goela abaixo” funk, rep e outras “baboseiras” que viram, viram e não conseguem sair do lugar. Que baile maravilhoso! Impressionante o número de “carnavalescos de carteirinha” que “sacudiram a poeira” até altas horas da madrugada por lá. Ao final, teve até uma canjinha, aquele “badalado” reforço de tempos idos, que recupera o ânimo de todos, depois de horas de folia, oferecida, como cortesia, aos presentes pela organização.

Como folião declarado, prazerosamente prestigiei esses dois marcantes encontros e, em ambos, pude notar, que, além da presença maciça de pessoas da “melhor idade” – que, temos que dizer, sempre gostaram de curtir as delícias do Carnaval das Marchinhas – percebi que os jovens presentes desfrutaram (e muito) de algo que também apreciam, ou seja, as maravilhas que fizeram parte do repertório musical de um verdadeiro BAILE DE CARNAVAL.

Enfim, o CARNAVAL verdadeiro, aquele que é animado do começo ao fim, somente com sambas enredos e marchinhas, pelo menos em Botucatu, voltou pra ficar, e isso, graças aos esforços desses cidadãos, dirigentes de clubes e de grupos de amigos. Por aqui “nóis” gosta mesmo é de BANDEIRA BRANCA AMOR!  ME DÊ A MÂO, ME ABRAÇA…; ME DÁ UM GELINHO AI; DOUTOR, EU NÃO ME ENGANO,  MEU CORAÇÃO É CORINTHIANO, e por aí se vai. Essas aberrações (funk, rap, e outras mediocridades) que não conseguem sequer dar um suporte pra uma possível “ressaca” por termos tomados umas a mais, graças a Deus não “pintou” em nenhuma das noites. Só achei falta do meu irmão Paulinho Capelupi, um dançarino dos bons e apreciador nato de um carnaval verdadeiro..

Através dos amigos Zezo (BARTIRAS) e o Juninho (DRAGÕES DA VILA), cumprimento todos aqueles que deram (e vem dando) suas contribuições para que, pelo menos o nosso CARNAVAL, seja preservado nesse país onde tudo é passageiro. Parabéns a todos! Ah, como não parabenizar também os organizadores de uma festança popular, que reuniu centenas de pessoas, onde os mesmos não se preocuparam, em nenhum momento, em contratar SEGURANÇAS. Isso é algo espetacular! Não podemos esquecer que neste dia 9 já será realizada a XVI SEXTA-FEIRA CARNAVALESCA no Botucatu Tênis Clube. Outra maravilha que merece destaque. Tô nessa!

Em ritmo de “BANDEIRA BRANCA”, abraço carinhosamente oito amigos de longa data, com os quais curti muito a festa antecipada do Rei Momo, lá nos “DRAGÕES”, por sinal, todos “companheiros de estrada” e parceiros em tudo o que tento levar adiante por um mundo melhor e menos injusto: os Professores unespianos, Odair “Daia” Michelim, Denival Martins e Ricardo de Arruda Veiga; o respeitável médico Doutor Moises Mendonça e os inseparáveis amigos Vanderlei dos Santos, Donizedti Manzini, João Roberto Diogo, outra “pérola” da diretoria dos “DRAGÕES” e o eterno Presidente do BTC – Botucatu Tênis Clube, Nilceo Giacóia, aniversariante do último dia 6.

Por fim, também de maneira carinhosa, abraço todo o pessoal do Banco SANTANDER, em especial o seu Superintendente Regional Alexandre Piffer dos Santos.

Esses brilhantes trabalhadores (dos gerentes, até o mais simples dos seus colaboradores) se organizaram e fizeram uma campanha entre eles em todas as agências da região com o objetivo de ajudar, com uma cesta de alimentos, os pacientes carentes que são atendidos no Ambulatório de Hanseníase (LEPRA) do nosso HC.

Acredite! Recebemos de uma só vez, 80 cestas básicas. Trinta delas para o Projeto Hanseníase; e as outras cinquenta, para as nossas Casas de Apoio. Glória! Com certeza, oportunamente, voltarei a este assunto.

Rubens de Almeida – Alemão

alemao.famesp@ gmail.com