FESTA DO MILHO: TÃO ESPECIAL COMO A NOSSA GENTE

 

Pelo décimo quinto ano consecutivo, um grupo de pessoas (na maioria, voluntários, entre eles, um valoroso aposentado, senhor Pedro Garcia), realiza de 11 a 26 de março (11 e 12; 18 e 19; 25 e 26), nas dependências sociais da Paróquia Nossa Senhora Menina (espaço que abriga perto de mil pessoas), a tradicional FESTA DO MILHO VERDE.

Como nos anos anteriores, o “dono” (quase absoluto) deste evento que atrai um “montão” de pessoas, até a populosa e sempre acolhedora Vila Maria (um encanto de bairro para se viver bem que, com as graças DELE, o nosso PAI, ainda conta com os préstimos de um “político dos bons”, Jairo Luiz de Andrade), Padre Orestes Gomes Filho (um “bofetense de carteirinha”), promete muitas novidades.

Aproximadamente 40 toneladas de milho verde serão servidas aos que, certamente, prestigiarão mais uma festa marcante que, como bem diz o anfitrião, “não é somente da Vila Maria e sim, da cidade todinha”, em especial dos bairros rurais, como Santa Cruz da Serra, Piapara e outros; dos sub-distritos de Vitoriana, César Neto e Rubião Junior; e outras localidades da zona rural de Botucatu.

Muitas novidades são esperadas para este ano, aliás, a primeira delas é que não acontecerão festejos às sextas feiras (o que ocorria nos anos anteriores), já que segundo o comando da organização, muitas pessoas para lá se deslocavam somente com o objetivo de atrapalhar a festa. O “home” acabou mesmo com aquela autêntica “farra do boi” promovida por alunos dos colégios do município, que “matavam” as aulas no período noturno e pra lá se dirigiam somente para badernar.  ”Êta” Padre durão hein!

Além de diversas apresentações musicais (As Gaúchas de Conchas, um ótimo conjunto de Bofete; alguns Catireiros de Ourinhos e a “badalada” dupla sertaneja “Tato & Miro”) que ocorrerão ao longo dos festejos, ainda teremos, todos os dias, um cardápio caipira de arrebentar (cural, pamonha, polenta caseira, sorvetes, pasteis, milho cozido – o “prato” predileto dos meus netinhos Ana Clara, Netão e Luna Carolina – bolinho da vovó, escondidinho, pão de milho, pizzas, panquecas, sopa de milho, bolos dos mais variados, bombocados e tantas outras receitas típicas do “sítio”) e mais, sucos para todos os gostos e outras guloseimas (linguiça de milho e cachorro quente feito com milho verde, que são inovações na culinária rural brasileira), sendo servido aos convidados.

Como se percebe esta festança, que teve a sua largada no sábado passado (11/03) e “arrastou” um “punhado” de gente de todos os cantos da cidade, certamente será uma das maiores e mais badaladas de todas as quinze já realizadas, até porque, a organização se preocupou em inovar e, principalmente, “desmantelar” os poucos males que a atingiram de maneira negativa nas edições anteriores.

Como botucatuense atuante, afinal, sempre apreciei participar de todo tipo de festejos que se realizam na nossa cidade, parabenizo todos os integrantes do “time” do meu particular amigo Padre Orestes e, ao mesmo tempo, desejo-lhes muito sucesso neste verdadeiro “FESTIVAL DO MILHO VERDE”, aliás, um evento   jamais visto em qualquer cidade deste país sem rumo e sem comando que, se não for o maior, com certeza, está entre os maiores produtores de milho do mundo. Parabéns a todos! Se Deus quiser, domingo estarei presente levando o meu abraço a todos.

Num clima tipicamente italiano – afinal, quando se fala, por exemplo, em POLENTA, voltamos às origens da Pátria que valoriza demais o MILHO (a Itália) e “nóis”, por termos ascendência italiana e também adoramos tudo o que é feito de milho – abraço carinhosamente um leitor desses que todo colunista queria ter: meu especial amigo Ricardo Siqueira, proprietário de uma das lojas de utensílios mais completas de Botucatu, a bela “LOJIKA” da nossa Rua Amando de Barros.

Ainda “passeando” por essa “passarela” que, a cada dia que passa fica mais bonita, deixo o meu afetuoso abraço ao empresário Geraldo Inácio Silva. Este moço não mediu esforços para atender um apelo que fizemos em nome de um garotinho de um ano e dois meses (Nicolas) do Estado de Rondônia, que está hospedado nas Casas de Apoio e necessitava de um óculos especial para seguir o seu tratamento pós-cirúrgico.

“Pra” não fugir à regra, esse querido amigo, “dono” da também badalada “ÓTICAS CAROL”, não só nos atendeu, como se colocou à disposição para ajudar no tratamento futuro desta criança. Parabéns pela grandeza meu irmão!

Êta vidinha danada! De fato, neste nosso “viver”, nem tudo são flores! Com o coração partido, abraço dois grandes parceiros, que Deus me ofertou nesta minha trilha por este “mundão” da SOLIDARIEDADE e que, na última quarta-feira (15/03), ficaram sem aquele “chão” que os transformaram em cidadãos respeitados em toda a nossa região: meus amigos Homerinho Cordeiro (o moço, gente finíssima, da ADEGA PARATODOS) e Aparício Cordeiro, um dos pilares da estrutura política do nosso município.

Esses grandes companheiros (em tudo o que sempre propus realizar pelo bem das pessoas) ficaram sem a sua referência de vida, ou melhor, sem o seu ‘paizão’ que, lamentavelmente, nos deixou para ir ao encontro do Senhor: o bofetense de tempos idos, Homero Cordeiro de Campos.

Vida é vida meus amigos! Descanse em paz, querido vovô de muita gente! Com certeza, logo, logo, nos encontraremos por aí!

 

 

 

Rubens de Almeida – Alemão

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