“DIGA ESPELHO MEU, SE HÁ NA AVENIDA ALGUÉM MAIS FELIZ QUE EU…“

 

Então caro leitor, mesmo diante de um dos piores momentos de toda a nossa história político-econômica (não me lembro de outra crise tão imoral quanto esta que vem enlameando o nome do nosso país) a nossa gente curtiu bastante as delícias dessa festa que “chacoalha” o Brasil, ano após ano: o CARNAVAL. Os diversos desfiles encantadores ocorridos aqui, ali e acolá, durante os quatro dias de folias exibidos pela televisão brasileira foram suficientes para mostrar o quanto o povo brasileiro aprecia essa riqueza imortal.

Como apaixonado “número um” desta festa que, graças a Deus, está voltando às suas origens, mesmo porque, as bandas, contratadas para promover os bailes aqui na terrinha priorizaram a tradição das marchinhas e sambas enredo das escolas de samba – salvo raríssimas exceções – estive em três clubes da cidade que proporcionaram aos seus associados e convidados uma “baita” festança: Dragões da Vila (17/02), Botucatu Tênis Clube (24/02) e Associação Atlética Botucatuense (27/02) e, em todos senti MUITA ALEGRIA num clima que me remeteu ao trecho de um “hino” carnavalesco: ” DIGA ESPELHO MEU, SE HÁ NA AVENIDA ALGUÉM MAIS FELIZ QUE EU…” rodeado de muitos amigos que, como eu, curtem fervorosamente as maravilhas do “Rei Momo”.

Nas três noites tive a grata satisfação de abraçar um “montão” de pessoas queridas (Samir Abdala, o “todo poderoso” da nova e aconchegante “Libanesa”; Doutor Gastão de Moura Neto e a sua esposa Rosana; Hamilton Regis Policastro; Santo Rosa; Fernando Borgato; Doutor Ubirajara “Bira” Teixeira; Biro Pilan; Magda Borgato; Professor Paixão, o sempre Diretor de Ensino Estadual; Antonio Luiz Scarpólio, o queridíssimo Italiano; Zazá e Doutor Marcos Garita; Regina e Doutor Lourenço Talamonte Neto; José Antonio Bernardo de Oliveira, o famoso “Barba” da CAIO, meu assíduo leitor; Alessandra Luchesi e Zezo de Oliveira; Manuel Luiz da Silva Junior, o querido “Mané” do Bufett “Caboclo do Mané”; Nilceu Giacóia, o moço que preparou, com muito carinho, essa bela estrutura que hoje possui o nosso BTC, entre tantos outros que, lamentavelmente fugiram a minha mente, tal o calor da alegria e ao consumo de muitas “redondinhas”) e, juntos, vivemos um pouquinho as maravilhas de um tempo que, infelizmente, ficou para trás; afinal, como diz a música: RECORDAR É VIVER! Daí…

Também tive a felicidade de presenciar a bonita homenagem que o grande Miguelzinho Galvani, um dos pilares da tradicional Banda CARISMA, prestou aos meninos do conjunto botucatuense “DOCE DELÍRIO” – muitos deles integrantes do seu “time” de artistas – durante a 15ª SEXTA-FEIRA CARNAVALESCA do BTC. De fato, esses garotos fizeram por merecer aquela bonita homenagem.  Senti igual contentamento, em ver a participação magistral do amigo Rodrigo Amat Scala na Banda JAT SHOW da cidade de Garça, que animou o baile da “veterana” na segunda-feira. O moço é versátil demais! Cantou e encantou o público presente. Parabéns meu irmão!

Como não falar da beleza dos salões? Os três ambientes estavam maravilhosamente bem ornamentados, com uma decoração típica carnavalesca, fato que por si só já fez toda a diferença nos bailes. E da participação de grupos de amigos nesses eventos, o que posso dizer? Coisa de cinema! Tanto “OS BARTIRAS”, no baile dos “DRAGÕES DA VILA”, bem como “OS AMIGOS DO BUTEKO DO DELEI”, no BTC, deram um colorido, ainda maior às noites.

Enfim, CARNAVAL é mesmo, a maior alegria de todos nós brasileiros; o que a nossa gente curtiu foi algo inexplicável, por sinal, numa das noites, ao ouvir uma das maiores pérolas da festa do “Rei Momo”, “BANDEIRA BRANCA”, uma música que era  brilhantemente interpretada pela inesquecível cantora Dalva de Oliveira, confesso que “parei e pensei”: que bom seria se esse encanto voltasse a ser entoado todos os dias e, em todas as emissoras de rádio do Brasil! Quem sabe, se isso ocorresse, muitas dessas barbaridades cotidianas que são freqüentes entre nós, não mais aconteceriam, até porque, sua letra prega muita paz e união, coisas que estão em extinção neste mundinho de ninguém.

Parabéns, queridos dirigentes dessas três agremiações (Jânio Gonçalves, Presidente da Associação Atlética Botucatuense; Doutor José Eduardo Rodrigues Torres, do Botucatu Tênis Clube e Antonio Cecílio “Juninho” Junior, dos “DRAGÕES DA VILA”), frequentes “ofertadores” de muito lazer e conforto a um “punhado” de famílias “botucudas”, por manterem viva essa beleza, sem dimensões, que é o nosso CARNAVAL.

Ah, também tomei conhecimento que o Poder Público, através da Secretaria de Cultura do Município, comandada pelo Professor Antonio Luiz Caldas Junior, realizou festas no Rio Bonito, Bairro da Mina, César Neto, na antiga estação Sorocabana, onde “rolou” o fantástico “Estação Folia” e também, com muito sucesso, o Desfile das Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos que ocorreu no sábado e na terça-feira, nas imediações do Ginásio de Esportes “Doutor Mário Covas”. A escola de Samba “Acadêmicos do Império”, do Parque Marajoara foi a grande campeã deste ano.          “Bão”, agora é descansar e descansar, afinal, a vida tem que seguir né! Mas, mesmo assim, em ritmo de “Quanto riso oh! Quanta alegria! Mais de mil palhaços no salão…”, abraço carinhosamente cinco pessoas que, sem dúvida alguma, deram maiúsculas contribuições na realização dessas noites festivas nos clubes: meus amigos Doutor Junior Colenci, Presidente do Conselho Deliberativo do BTC; Rafael Piozi, o simpático Rafa, também do BTC; Paulinho Capelupi dos “Dragões” e o belo casal que dirige, com muito talento e dedicação, o Departamento Social da nossa querida “associação”, Silvia e Dinho Herbst.

Por fim, deixo o meu abraço afetuoso ao aniversariante do dia de ontem, meu amigo “boleiro dos bons” Marquinho Zaneti, o “menino maduro” da RESIPLAN e, em especial, ao policial civil aposentado Eraldo Damato. Esse grande leitor dos meus causos semanais está indignado com a postura da maioria absoluta dos motoqueiros aqui da terrinha. Segundo ele (faço minhas, as suas palavras) a meninada das motos, não pensa em colocar a sua e a vida dos outros em perigo.

Também acho que as forças de segurança do município que fiscalizam o trânsito precisam agir mais na contenção desses abusos. Se Deus quiser, até como forma de colaboração, ou melhor, de exercer a cidadania, voltarei a este assunto oportunamente.

 

Rubens de Almeida – Alemão

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