DEPOIS DE VÁRIOS ANOS, O HOSPITAL DAS CLÍNICAS RECEBERÁ ATENÇÃO QUE MERECE!

 

Quarta feira, 27 de setembro, uma data, certamente, marcante na vida de três cidadãos interioranos, humildes, decentes e comprometidos com o bem comum, desses que não titubeiam em “arriscar” tudo pelo bem da nossa gente e que, mesmo sabendo das dificuldades deste Brasil Brasileiro, onde nada está fácil de ser conquistado, buscaram saídas para irem, “direto na fonte”, tentar encontrar caminhos no intuito de ver o nosso Hospital das Clínicas – que está agonizando há muito tempo – respirar com menos dificuldades e, principalmente, continuar sendo essa maravilha que sempre foi.

Brasília, a sempre bela e simpática “Capital da Esperança”, foi o rumo tomado por esses três unespianos (orgulho-me de ter participado dessa pequena excursão com os professores Pasqual Barreti, Diretor da Faculdade de Medicina e André Luiz Balbi, Superintendente do Hospital das Clínicas) que, com a ajuda do eterno padrinho do HC, Deputado Milton Casquel Monti, “batemos na porta” do Presidente da República Michel Temer. É isso mesmo! E o mais importante: fomos recebidos.

Que “baita” emoção pudemos “arquivar” em nossos corações, até porque, “nois” (os três) jamais imaginávamos, um dia, adentrar na sala de um cidadão que é o Presidente deste nosso querido país e, mais ainda, por estarmos naquela visita, representando a população de centenas de cidades da nossa vasta região que utilizam os serviços de saúde oferecidos pelo nosso HC.

Foi muito gratificante. Desde a nossa chegada, quando fomos recebidos na sala de recepção pelo Deputado Miltinho Monti, até a “prosa” que tivemos com o Senhor Presidente da República no Gabinete Presidencial – por sinal, uma conversa muito franca e “pra” lá de proveitosa, pois o Chefe da Nação Brasileira (que nos orgulhou muito citando, várias vezes, o nome do saudoso mestre Wilian Saad Hosnne, seu amigo de longa data) deu mostras de estar muitíssimo preocupado com a saúde no Brasil – tudo (tudo mesmo) foi motivo de orgulho e uma satisfação desmedida para nós.

Caro leitor, essa nossa ida a Brasília foi tão maravilhosa que a descontração veio ao nosso encontro logo na chegada à Capital Federal. Tínhamos certeza que teríamos a nossa solicitação atendida; o nosso “astral” estava “bombando”. Tanto que, naquele horário especial do lanche, entre uma e outra conversa revivemos em forma de saudosismo lances que poucos de nós lembramos. Por exemplo, o mestre Pasqual, com todo o seu valioso senso de humor trouxe à tona o famoso TALÃO DA FORTUNA. Quem é capaz de se lembrar desse incentivo fiscal que o Governador Laudo Natel lançou na época e que visava, unicamente, incitar as pessoas a exigir nota fiscal nas suas compras? O “home”, um grande defensor dos direitos dos idosos (também pudera, ele já chegou lá), lembrou até como isso acontecia. Citou a tal Coletoria Federal, um órgão que tinha a incumbência de trocar as notas fiscais por cupons de prêmios. Não sei como ele não se lembrou daquela fatídica apelação de um governo medíocre que “recrutou”, em forma de doação, todas as jóias que muitos brasileiros possuíam: DOE OURO PELO BEM DO BRASIL! Lembram-se dessa?

Enfim, brincadeiras à parte, com as graças DELE, o nosso PAI, evidentemente, não devemos deixar de enaltecer a luta do nosso representante na Câmara dos Deputados, Milton Casquel Monti, que teve papel importante nesta conquista, depois de longos anos de labuta, de idas e vindas ao Palácio do Planalto e visitas a diversos Ministros da Saúde, quis Deus que desta vez fôssemos ouvidos. O nosso HC, a partir daquela nossa viagem, terá um pouquinho mais de fôlego para seguir em frente oferecendo um serviço de referência. Glória!

“Bão”, se por um lado “nóis” todos que temos a missão de cuidar dessa maravilha chamada Hospital das Clínicas da UNESP, estamos felizes com este feito, por outro, algumas figuras aqui da terrinha, “usuários” frequentes do FACEBOOK (Andréia Fernandes, Carlos de Oliveira e Douglas Tardivo), parecem que não apreciaram nem um pouco ver uma Instituição de peso como o HC ser atendido num momento tão difícil como o que estamos vivendo.

Profundamente lamentável os comentários postados por essas pessoas no FACEBOOK, no dia seguinte à nossa chegada em Botucatu. A senhora Andréia (confesso que não a conheço) se referiu a nós (Eu e os Professores Pasqual e André Balbi) como integrantes de uma MÁFIA. Já os senhores Carlos de Oliveira e Douglas Tardivo (aliás, se a família Tardivo é a mesma do meu irmão Evair Tardivo, tem algo que não está batendo, até porque, todos os integrantes dessa honrosa família me admiram, daí…) usaram, respectivamente, as seguintes frases: “… doze milhões que vão virar pó nas mãos desses vagabundos…”; e “… passou de três é quadrilha…”. Triste, muito triste. O mal das pessoas é achar que o OUTRO é capaz de fazer o que VOCÊ faz!

Meus amigos, infelizmente a vida também oferece aos seres do bem, momentos desagradáveis. Acredito que a proteção Divina que temos (tanto eu, bem como, meus dois diretores, Pasqual e Balbi) será capaz de nos fazer esquecer, rapidamente, essa brutalidade que nos foi oferecida de modo leviano. Deixa o “barco” correr! Vamos em frente!

Mas, mesmo sentindo muita decepção e tristeza, quero aproveitar a oportunidade para convidar essas três figuras (que tenho o dever de respeitar muito) para vir conhecer como é o dia a dia de um profissional, que “está” funcionário do Estado, há quarenta e nove anos, sem utilizar os seus direitos conseguidos por méritos (a aposentadoria); como é o cotidiano deste ser humano que aprendeu amar o próximo e que sofre todo tipo de amargor numa “Casa de Apoio” (custeada com esses mesmos recursos que “corremos atrás” pra conseguir) que abriga criança com câncer (por exemplo); e por fim, saber como é o dia a dia, de um cidadão que sobrevive (como a maioria dos brasileiros) em meio a muitas dificuldades, que foi acusado levianamente de “QUADRILHEIRO”, integrante de uma MÁFIA, e que vai fazer os doze milhões de reais, “VIRAR PÓ”. Venham sim. Estarei de braços abertos para recebê-los!  Acho que este é o caminho do bem que vocês não conhecem.

Encerrando esse “conto”, através das queridas princesas Aline Creste e Sheila Celestrim, filhas, respectivamente, dos meus amigos inseparáveis Tião Creste e José Augusto Celestrim Flores, quero agradecer todas as pessoas que utilizaram as redes sociais para nos cumprimentar.

Com a mesma satisfação abraço carinhosamente três assíduos leitores das minhas narrativas semanais que me cumprimentaram pelos dois últimos textos que publiquei: Paulo Iamaguti, José Figueiredo Pedras e Ubirajara “Bira” Teixeira, três professores da UNESP com os quais convivo harmoniosamente desde a formação da FCMBB – Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu.

 

Rubens de Almeida – Alemão

alemao.famesp@gmail.com