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Sessão marcada por manifestações, interrupção dos trabalhos e protestos terminou com a retirada do projeto que ampliaria de 11 para 17 as cadeiras do Legislativo. Já o aumento dos vencimentos foi aprovado por 7 votos a 3.

Uma noite de protestos, plenário lotado, manifestações e decisões importantes marcou a sessão da Câmara Municipal de Botucatu nesta segunda-feira (19). Pressionados pela repercussão negativa dos projetos apresentados nos últimos dias, os vereadores recuaram na proposta de aumentar o número de cadeiras do Legislativo, mas aprovaram o polêmico reajuste salarial superior a 80% para os parlamentares.

A sessão atraiu um grande público, formado majoritariamente por moradores contrários às propostas. Manifestantes ocuparam o plenário com cartazes de protesto e alguns chegaram a comparecer caracterizados como palhaços, em uma demonstração de insatisfação com as medidas em discussão.

O clima foi de tensão em diferentes momentos. O presidente da Câmara, vereador Cula, precisou solicitar silêncio diversas vezes para permitir a continuidade dos trabalhos. Com os ânimos exaltados, a sessão chegou a ser suspensa por aproximadamente 15 minutos.

Câmara recua e mantém 11 vereadores

Uma das principais mudanças da noite envolveu o projeto que pretendia ampliar de 11 para 17 o número de vereadores de Botucatu, um crescimento de aproximadamente 55% na composição da Câmara Municipal.

A proposta, que havia provocado forte repercussão nos últimos dias, acabou sendo retirada pelos próprios parlamentares que a apresentaram.

Com a decisão, o projeto deixou de tramitar e, pelo menos por enquanto, a Câmara de Botucatu continuará com seus atuais 11 vereadores. A retirada aconteceu justamente na sessão marcada por uma expressiva mobilização popular contrária à ampliação das cadeiras.

Aumento salarial é aprovado por 7 votos a 3

Se houve recuo na quantidade de vereadores, o mesmo não aconteceu com o projeto que prevê um reajuste superior a 80% nos vencimentos dos parlamentares.

Apesar das manifestações e da pressão popular, a proposta foi mantida na pauta e submetida à votação.

O vereador Abelardo foi o único parlamentar inscrito para utilizar a tribuna. Durante sua manifestação, posicionou-se contrariamente ao aumento salarial. Embora houvesse a expectativa de um possível pedido de vista, que poderia adiar a votação, o vereador não apresentou o requerimento.

Dessa forma, a matéria seguiu para deliberação e acabou aprovada pela maioria dos parlamentares.

O placar final foi de sete votos favoráveis e três contrários.

Votaram a favor do aumento salarial:

  • Erika da Liga do Bem
  • Lelo Pagani
  • Valmir Reis
  • Nuno Garcia
  • Welinton Japa
  • Zé Fernandes
  • Thiago Padovan

Votaram contra:

  • Abelardo
  • Carlos Trigo
  • Mário Ielo

O presidente da Câmara, Cula, não participou da votação, conforme a regra aplicável à deliberação.

Reajuste expressivo em meio à insatisfação popular

Atualmente, o subsídio mensal de um vereador de Botucatu é de R$ 5.813,97, enquanto o presidente da Câmara recebe R$ 7.399,60.

O projeto aprovado prevê um reajuste superior a 80%, percentual que esteve no centro das críticas e manifestações registradas nos últimos dias.

A discussão sobre os vencimentos também ocorreu em meio à apresentação de uma proposta de criação do 13º salário para os parlamentares, outro assunto que ampliou a repercussão das medidas relacionadas à remuneração dos agentes políticos.

O reajuste aprovado representa uma mudança significativa nos valores destinados à remuneração dos vereadores, em uma decisão que provocou forte reação entre os moradores presentes à sessão.

Uma noite de recuo e aprovação

O resultado da sessão desta segunda-feira deixa dois cenários distintos.

De um lado, a Câmara recuou na proposta de aumentar sua composição, mantendo o número de 11 vereadores. De outro, a maioria dos parlamentares decidiu seguir adiante com o reajuste dos próprios vencimentos, mesmo diante das manifestações contrárias.

A presença expressiva de moradores, os cartazes, os protestos e a suspensão temporária dos trabalhos demonstraram a dimensão da insatisfação popular com os projetos.

Ao final, a mobilização coincidiu com a retirada de uma das propostas mais contestadas, mas não impediu a aprovação do aumento salarial.

A sessão desta segunda-feira entra para o debate político local como uma das mais tensas dos últimos tempos, colocando em evidência a relação entre os representantes eleitos, a opinião pública e as decisões que envolvem a estrutura e os gastos do Poder Legislativo de Botucatu.

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