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Jovem de 17 anos está desaparecida desde quinta-feira (15); familiares questionam a segurança da instituição e relatam preocupação com a ocorrência de outras fugas. Prefeitura confirma saída não autorizada e registro de boletim de ocorrência.

O desaparecimento de uma adolescente de 17 anos, que deixou a Casa Transitória de Botucatu na noite da última quinta-feira (15), tem provocado preocupação entre familiares e levantado questionamentos sobre as condições de segurança e acompanhamento dos jovens acolhidos na instituição.

A família procurou a reportagem do Acontece Botucatu para denunciar a situação e cobrar providências. Segundo os relatos, a adolescente teria pulado o muro da unidade de acolhimento e, desde então, seu paradeiro permanece desconhecido.

Nesta segunda-feira (19), são quatro dias sem notícias da jovem. Além da preocupação com sua integridade física, os familiares questionam como uma adolescente sob responsabilidade de um serviço de proteção conseguiu deixar o local sem que a situação fosse evitada.

Segurança da Casa Transitória é questionada

O episódio reacende uma discussão importante sobre a segurança da Casa Transitória de Botucatu, serviço de acolhimento vinculado à rede municipal de proteção social e administrado por uma Organização da Sociedade Civil (OSC).

A preocupação se torna ainda maior diante de relatos de que essa não teria sido a primeira ocorrência de fuga registrada na instituição.

A repetição de episódios dessa natureza, caso confirmada, exige uma avaliação dos procedimentos adotados para garantir a proteção dos acolhidos. Entre os questionamentos estão a existência de monitoramento adequado, a quantidade de profissionais responsáveis pelo acompanhamento dos adolescentes e os protocolos utilizados para prevenir saídas não autorizadas.

Também é necessário esclarecer se ocorrências anteriores resultaram em mudanças nos procedimentos de segurança da instituição.

É importante destacar que uma casa de acolhimento não funciona como unidade de internação ou estabelecimento prisional. Crianças e adolescentes acolhidos não estão privados de liberdade. Entretanto, a instituição tem o dever de garantir proteção, supervisão e acompanhamento adequados, especialmente em situações que possam representar riscos à integridade dos jovens.

Prefeitura confirma ocorrência

Procurada sobre o desaparecimento, a Prefeitura de Botucatu confirmou que foi comunicada pela organização responsável pela Casa Transitória sobre a saída não autorizada da adolescente.

Em nota oficial, a administração municipal informou:

“A Prefeitura foi informada pela OSC responsável pela Casa Transitória da saída não autorizada da adolescente diante do ocorrido; e também foram adotadas todas as medidas de notificação junto aos órgãos competentes, e inclusive a elaboração de Boletim de Ocorrência.”

A manifestação confirma a comunicação do episódio aos órgãos competentes, mas não esclarece quais eram as condições de acompanhamento da adolescente no momento da saída, quais medidas preventivas estavam em vigor ou se existem registros anteriores de situações semelhantes.

Família aguarda notícias

Enquanto os procedimentos administrativos e policiais são realizados, a principal preocupação permanece sendo a localização da adolescente.

O desaparecimento também chama a atenção para a vulnerabilidade de crianças e adolescentes atendidos pela rede de acolhimento, que deve oferecer um ambiente seguro e condições adequadas de proteção.

O caso exige atenção não apenas pela situação individual da jovem, mas também pela necessidade de verificar se os procedimentos adotados pela instituição são suficientes para proteger os demais acolhidos.

O Acontece Botucatu preserva a identidade da adolescente, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Informações que possam contribuir para sua localização devem ser encaminhadas às autoridades policiais.

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