UMA MARAVILHA CHAMADA “FAZENDA LAGEADO”!

Como botucatuense nato e trabalhador antigo da Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”, desde os tempos em que a gloriosa Faculdade de Ciências Agronômicas fazia parte da estrutura universitária da saudosa FCMBB – Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu, quero confessar, que, desde quando essa Unidade Universitária se mudou para a então Fazenda Experimental do Café em 1991, cujo patrimônio havia sido repassado, anos antes, à FCMBB pelo Governo Federal (toda aquela área pertencia ao IBC – Instituto Brasileiro do Café, chegando, inclusive, levar o nome do Ex-Presidente da República “Emílio Garrastazu Médici”), sempre quis mostrar aos meus “seguidores”, aqui nesta coluna, o meu conceito  sobre esse encanto que é o orgulho de todos os botucatuenses.

Lembro-me, com muito saudosismo, de quando, duas vezes por semana, prazerosamente acompanhava a inesquecível Professora Doutora Cecília Magaldi, fundadora do primeiro Centro de Saúde da cidade (montado, a duras penas, ao lado de onde hoje está “hospedado” o Museu do Café, em 1969) e a sua equipe de médicos residentes, para dar suporte às coletas de materiais para exames laboratoriais dos trabalhadores da Fazenda Lageado. Aí começou a minha paixão por esse famoso, aconchegante e acolhedor cantinho da nossa hospitaleira Botucatu.

Impossível não me lembrar da receptividade com que éramos tratados por um “lageadense” que, na ocasião, respondia pela fazenda do IBC – era uma espécie de gerente de tudo o que se desenrolava por lá – o também saudoso e querido amigo Nico Zanetti, pai do cidadão mais folclórico de todos os “botucudos”: meu grande parceiro de causas, Marcão Zanetti.

Infelizmente o tempo consumiu todo o contentamento que vivemos naquela época, porém aquela raiz boa de bem viver, graças a Deus, continuou mantida pelos cidadãos que ganharam o direito de “seguir a vida”.

Evidentemente que muito há para se dizer sobre os atributos de uma Instituição como a Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) – que, aliás, completou meio século de uma profícua existência, meses atrás – que qualifica, ano após ano, um “montão” de bons profissionais; no entanto o meu foco não é este e sim o de parabenizar todos os seus diretores – desde o Professor Julio Nakagawa; um dos primeiros, passando pelos Professores, igualmente comprometidos, Ricardo de Arruda Veiga; Carlos Antonio Gameiro; Flávio Abranges Pinheiro; Elias José Simon, que hoje mora no céu; Leonardo Theodoro Bull; Edivaldo Domingues Veline, até o atual João Carlos Cury Saad, por sinal, todos meus amigos de longa data – que tiveram o cuidado, nesses anos todos, de zelar e transformar uma simples área de plantação de café, cujos moradores da “colônia” ali existentes tinham vínculos empregatícios com o IBC, numa das maiores riquezas da nossa gente.

Não tenho dúvida nenhuma em afirmar que o atual Campus Universitário do Lageado da UNESP, já há algum tempo, transformou-se num dos lugares mais bonitos de toda a nossa região, e, sem sombra de dúvida, pode ser considerado o “dono” de um dos maiores templos do turismo estadual. Além do famoso “Museu do Café”, que conta com um acervo histórico “pra” lá de grandioso sobre uma das maiores riquezas do povo brasileiro, o cultivo do café – aliás, responsável direto por atrair um número incalculável de turistas de todo o Estado – essa maravilha ainda leva, diariamente, para as suas bonitas e charmosas avenidas (todinhas arborizadas), outro tanto de pessoas que, para lá se deslocam, com o objetivo de apreciar as delícias de um lugar repleto de riquezas naturais. O que se vê de gente de todas as faixas etárias, a maioria delas acompanhadas de seus familiares, exercitando-se e curtindo um final de tarde ou uma noite agradável, é algo de encher os olhos.

Enfim, nossa Botucatu que, de uns anos para cá é referência de cidade no quesito VIVER BEM e, mais ainda, com SEGURANÇA, tem no moderníssimo Campus Universitário do Lageado da Unesp, um dos mais fortes motivos que justificam essa conquista.

Confesso que mesmo com a distância provocada pelo meu cotidiano – afinal, o meu “cantinho” de trabalho é o Campus de Rubião Junior – poderia abrilhantar um pouquinho mais esse “conto”, se tivesse buscado mais informações sobre essa preciosidade, com três grandes conhecedores de tudo o que acontece na FCA: meus amigos José Eduardo Candeias, um funcionário da Instituição que, dispensa comentários e os valiosos historiadores, Professores Armando Moraes Delmanto e João Carlos Figueiroa.

Parabéns, Faculdade de Ciências Agronômicas pelos seus cinquenta anos de uma vida formando excelentes profissionais e construindo bonitas histórias. Parabéns, queridos amigos, componentes do quadro de servidores (Docentes e Técnico-administrativos) por continuarem mostrando aos quatro cantos do Brasil, a grandeza de uma Faculdade que preza (e muito) as belezas da natureza.

Através dos meus amigos Sacae Watanabe, um ex-aluno (da primeira turma de Agronomia da saudosa FCMBB), atualmente, um dos empresários mais bem sucedidos da terrinha e do querido Professor Chukichi Kurozawa, um “mestre dos mestres” dessa valorosa Instituição (ambos, leitores frequentes dos meus “causos” aqui contados), quero, de maneira bastante carinhosa, abraçar, um a um, todos os unespianos que, ao longo desse tempo, “arregaçaram as mangas” para ver a nossa FCA – Faculdade de Ciências Agronômicas trilhando pelos caminhos do sucesso. Parabéns, queridos irmãos!

Também de um jeito muitíssimo afetuoso abraço outro integrante da minha volumosa galeria de leitores: meu amigo Domingos Antonio Vara, o popularíssimo Toninho Mecânico.

 

Rubens de Almeida – Alemão

alemao.famesp@gmail.com