Ainda bem! Deus dá o frio conforme o cobertor!

imageBonitos e verdadeiros esses dizeres, né? Aliás, o que seria de muita gente por este Brasil afora se Deus não ofertasse o frio conforme o cobertor que cada um dos seus filhos possui, como bem disse, em tempos idos, o incomparável poeta da Música Popular Brasileira, João Rubinato, o nosso inesquecível Adoniran Barbosa?
Quem de “nóis”, brasileiros da “velha guarda”, não se lembra, com muito saudosismo, da música SAUDOSA MALOCA, uma composição musical que “chacoalhou” por várias décadas, todos os programas musicais das emissoras de rádio do país inteirinho? Essa “pintura” de melodia – cuja letra imprimiu, além de beleza, grandes lições de vida – mostra exatamente isso. De fato, DEUS DÁ O FRIO CONFORME O COBERTOR, senão… .
Nossa hospitaleira e solidária “CIDADE DOS BONS ARES E DAS BOAS ESCOLAS”, bem como várias cidades da nossa vasta região vem amargando, já há alguns dias, uma das mais baixas temperaturas dos últimos quarenta anos e isso tem castigado muita gente, em especial as menos favorecidas.
Acompanhado do amigo Anderson Moreno, um componente exemplar do Grupo de Amigos Voluntários, visitei pela segunda vez, um acampamento existente nas imediações da CAIO/INDUSCAR. Conheci tudo por lá. Quem faz e o quê faz entre os “hospedes” daquele “recanto” totalmente miserável; uma pequena sala feita com pedaços de madeira, de nome “DISPENSA”, onde a coordenadora daquele “condomínio” (uma jovem mãe que cuida dos seus filhos e ainda oferece carinho e organização aos seus “parentes” de acampamento) armazena todos os alimentos doados; a ânsia de algumas pessoas em estar no acampamento somente para ajudar os demais irmãos e irmãs que ali permanecem; e até o fogão comunitário (Acredite! Voltei ao tempo em que churrasco era feito em covas na terra) construído à beira de um barranco. Coisas de cinema! Meus amigos, de novo, tive a sensação de que a dor da fome e do frio são tão amargas e próximas de qualquer outro mal de saúde que nos castiga. Vi muita gente (inclusive crianças) todinha encolhida por conta da baixa temperatura que fazia e, com certeza, também pela falta de uma alimentação correta. Eta NAÇÃOZINHA injusta com o seu povo!
“Bão”, agora vamos ao que de fato nos interessa e que, graças ao bom Deus tive inspiração suficiente para a montagem deste “causo”. Na semana passada, através desta coluna, havia feito um apelo aos que acompanham semanalmente para nos ajudarem com doações de alimentos e principalmente leite, visto o elevado número de crianças lá existentes é algo muitíssimo assustador. Foi um sucesso! Hoje, volto a pedir a sua compreensão mais uma vez, pois o quadro vivido por essas quase cinquenta famílias é muito triste. Claro que a dor da fome e do frio podem ser minimizadas se nos abraçarmos, nos dermos as mãos – aliás, fiquei sabendo que, diferentemente de governos anteriores, a Primeira Dama do município Raquel Cury, está fazendo, via CRAS, a distribuição de cobertores à população carente; no entanto, pelo volume de dificuldades que todos enfrentam, chego até você, querido leitor, para reforçar o pedido não só de alimentos e leite, mas qualquer outro tipo de doação, desde fogão, colchões, camas, roupas, enfim, tudo o que estiver sobrando na sua casa. Venha conosco. Ligue (14) 99631-6516 – ALEMÃO que vamos buscar a sua contribuição.
Já que o assunto é solidariedade, quero, em nome do meu particular amigo Sidnei Antonio da Silva, o Nei da “Pé Quente”, um dos proprietários da LOTÉRICA “PÉ QUENTE” que, gentilmente nos doou 200 caixinhas de leite longa vida, cumprimentar todos os parceiros (doadores) que nos abraçaram nesta maravilhosa corrente do bem. Impossível nominá-los, porém ELE, o nosso PAI, com certeza, os dará a devida recompensa. O nosso muito obrigado a todos.
Finalizando esta minha manifestação, por sinal, um “conto” esboçado com o coração, envio o meu mais carinhoso abraço a um dos mais ilustres leitores desta coluna, um cidadão que além de exemplar ainda salva muitas vidas durante o seu dia a dia no nosso Hospital das Clínicas da UNESP: meu amigo Ubirajara Teixeira, o estimadíssimo Doutor Bira, digno chefe da UTI ADULTOS do HC.
Com carinho idêntico abraço outros quatro dirigentes do nosso Campus Universitário com os quais, juntos, estamos tentando encontrar saídas para a continuidade dos trabalhos oferecidos pelo FUSS – Fundo Social dos Servidores do HC, FM e FAMESP, a todos os servidores ligados a essas três respeitáveis instituições. Se Deus quiser chegaremos a um resultado do agrado de todos. São eles, os meus amigos Professores Antonio Rugolo Junior, Emílio Carlos Curcelli, André Luiz Balbi e João Henrique Castro.

Rubens de Almeida – Alemão
alemao.famesp@gmail.com