Adeus HEXA; agora só em 2014!

Mais uma vez utilizo este precioso espaço desta coluna para desabafar, ou melhor, para tentar mostrar o quanto a população brasileira sofre com injustiças e desilusões e como este nosso querido Brasil está ? mercê de meia dúzia de picaretas.

A última sexta-feira ficou gravada na memória de muitos brasileiros de um jeito bastante triste, uma vez que, o sonho pela conquista do Hexa acabou.

Lamentavelmente, muitos formadores de opinião, “ocupantes” dos mais variados “cargos” na mídia nacional venderam um peixe que não era tão grandioso como nos foi oferecido, daí… .

Tudo começou quando alguns “engomadinhos” da cúpula brasileira de futebol, (leia-se Confederação Brasileira de Futebol) acreditaram (não sei por que) num ex-jogador mediano e possuidor de péssimos predicados pessoais que, apesar do sólido regime democrático existente entre nós, conseguiu “peitar” tudo e todos antes de embarcar para a África do Sul acompanhado de jogadores tão medíocres quanto ele.

Não quero entrar no mérito da desclassificação da nossa seleção, mesmo porque, durante a minha estada por este mundo passageiro, sempre gostei de jogar futebol, consequentemente aprendi que, nesse esporte existem duas alternativas: ou se ganha ou se perde. No entanto, como brasileiro quero deixar o meu repúdio registrado em relação a determinados fatos, principalmente como eles ocorreram.

Esse moço, Dunga (pra mim, um simples “entregador de camisas”) tinha, no mínimo, que ter a noção de que só chegamos ao pentacampeonato porque tivemos a coragem de levar para a disputa desse torneio relâmpago, jogadores talentosos e não atletas regulares, jogadores que mais pareciam com participantes de luta livre.

Esse ex-atleta deveria saber que na copa de 58 e 62, tivemos um “cabeça de área” chamado José Eli de Miranda, o Zito – que, além de não ser igual a esses “brucutus” que ele convocou para a posição, ainda fez um golaço de cabeça na partida final daquela Copa; e, na disputa de 1970 no México, outro talentoso meio-campista chamado Clodoaldo Tavares Santana foi a peça mais importante na vitória que tivemos contra o Uruguai, nosso temível rival, nas quartas de final, tendo, inclusive, anotado um gol muitíssimo importante no jogo. Naquele ano chegamos ao TRI e mostramos ao mundo um time cheio de talentos.

Esse cidadão de mal com a vida e, “pra” lá de mal educado (bem parecido com o Presidente da CBF, Ricardo Teixeira e com o Chefe da Delegação Brasileira Andrés Sanchez, o “topetudo” Presidente do SC Corinthians Paulista) que costuma desafiar repórteres, não podia, em momento algum, menosprezar o dom que Deus ofertou a craques como Ronaldinho Gaucho, Paulo Henrique Ganso, o atacante Pato e outros que estavam na “ponta dos Cascos” nas vésperas desta disputa.

Esse “comandante” que tivemos que engolir, como bem disse lá atrás outro “boleiro” vencedor, Jorge Mário Lobo Zagalo (quatro vezes campeão do mundo), só não teve o seu “desempenho” mais trágico ? frente da Seleção Canarinho do Brasil, pelo fato de outro fanfarrão do Mundo da Bola (Diego Maradona) ter sido mais medíocre ainda, com a respeitada seleção argentina.

Como todos sabem Maradona, o homem do pó, como é conhecido internacionalmente, falou “mais que a boca” durante toda a preparação da sua equipe. Além do mais, esse “gênio” havia prometido desfilar “peladão” por Buenos Aires se a Argentina conquistasse o título. Por falar demais, acabou caindo de quatro (por sorte, de roupas) frente aos excelentes profissionais alemães. Aliás, esse “ídolo” de todos os argentinos, dentre os muitos “furos” cometidos ao longo da sua tumultuada carreira futebolística, esqueceu-se de lavar e desinfetar a boca quando teve a oportunidade de dar a sua opinião sobre o maior jogador de futebol que o Planeta Terra já viu: Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé.

Já que optei por desabafar, agora vou falar um pouquinho dos profissionais da imprensa brasileira, em especial, daqueles que fazem da “telinha”, o ponto de sedução ? queles que almejam uma boa informação. Foi difícil demais, quase impossível, torcer e ter que aceitar a postura de alguns apresentadores e comentaristas nos jogos do Brasil. Graças a Deus que a Copa já esta acabando. Não tem como manter o equilíbrio ? frente da televisão ouvindo os Casagrandes, os Netos, os Edmundos, jogadores que repassaram péssimos exemplos a sociedade, os convidados do “Super Star” Miltom Neves e outros do mesmo perfil, comentando isto ou aquilo. Ainda bem que aqui em São Paulo, ficamos livre do Mario Sérgio Pontes de Paiva, o famoso “Rei do Gatilho”. Lembram-se dele?

E o bam-bam-bam da maior emissora de televisão do país (Mister Galvão Bueno), que se acha “boleiro” e sabe tudo de bola, sem sequer um dia ter batido a sua bolinha? Gente é o fim da picada. Se não fosse o menino Caio Ribeiro, o brilhante Cleber Machado e o sempre elegante Paulo Roberto Falcão (outro gigante ? frente da nossa zaga em seleções anteriores) não sei como seria a audiência da Rede Globo durante a Copa. Pena que muita gente que acabou induzida por esses especialistas “meia boca” a acreditar que seríamos Hexa, sofreu e continua sofrendo muito com a eliminação do nosso selecionado.

Enfim, de maneira bastante triste, a Copa acabou para nós naquela sexta-feira totalmente indigesta; porém, acho que algo de bom veio ao nosso encontro para nos consolar: como havia acontecido com outros personagens “diferenciados” do futebol brasileiro, ex-ocupantes do cargo de técnico da nossa seleção, (Emerson Leão, “Professor” Vanderlei Luxemburgo, Sebastião Lazaroni, todos “gentis” e de fino trato) em tragédias anteriores, com certeza, o arbitrário e incompetente treinador Carlos Caetano Bledom Verri, o “brucutu” Dunga, também ficará para sempre no esquecimento daqueles que adoram ver o futebol brasileiro vencendo e convencendo nas disputas mundiais em que participa.

Minha carinhosa saudação desta semana é endereçada ? menina moça Mônica Morelli, excelente professora de dança de salão que, exatamente naquela fatídica sexta-feira, ? noite, realizou uma grande festa de formatura dos seus alunos na Associação Atlética Ferroviária.

Não menos amável é o abraço enviado a dois esportistas da “velha guarda” que como eu, devem estar de “cabeça inchada”: Doutores Roberto Jorge da Silva Franco e Ubirajara Teixeira, meus amigos, leitores dos contos semanais e fortes aliados dos projetos sociais que tento levar adiante.

A você torcedor que está amargurado com a “volta pra casa” da seleção verde amarela, desejo muita reflexão. Em momento algum esqueça que no mesmo período em que estava sendo disputado os jogos da Copa, uma fatalidade da natureza fez com que muitos dos nossos irmãos nordestinos perdessem, além de vários entes queridos, tudo o que conquistaram durante a sua vida.

Rubens de Almeida – ALEMÃO
alemao.famesp@gmail.com