“… NOSSA SENHORA ME DÊ A MÃO, CUIDA DO MEU CORAÇÃO…”.

Há vários anos consecutivos, no feriado de 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil e também das Crianças, procuro preencher meu dia quase integralmente, dedicando-me ? s orações e aos pequenos, realizando festas em comemoração ? s crianças cujas famílias têm poucos recursos para presenteá-las, como forma, inclusive, de agradecer toda a proteção recebida durante o ano. Confesso que, ao longo dos meses, não foram poucas as vezes que me ajoelhei para pedir auxílio nas diversas “tempestades” enfrentadas.

Volto a lembrar um trecho de uma linda canção do Rei Roberto Carlos (Nossa Senhora) “… NOSSA SENHORA ME DÊ A MÃO, CUIDA DO MEU CORAÇÃO…” para intitular o que agora lhes escrevo. Claro que este 12 de outubro não foi diferente dos demais; entre uma e outra oração, lembrei-me dos diversos pedidos feitos ? nossa Padroeira (muitos, muitos mesmo) nos últimos meses, problemas dos mais variados, desde os inconvenientes que permeiam a família até os que envolvem o dia a dia de amigos especiais. Com as graças DELA, muita coisa boa aconteceu.

Juntamente com meus colegas do Grupo de Amigos Voluntários (lamento profundamente não ter contado, neste ano, com o costumeiro e importante apoio dos amigos do Projeto “CRIANÇA FELIZ”) realizamos uma “baita” festança para a gurizada do Distrito de Vitoriana e do sofrido Porto Said, durante toda a manhã da última sexta-feira e do sábado, respectivamente.

Com a ajuda de muitos colaboradores (comerciantes, empresários e profissionais liberais) e uma imensidão de colegas funcionários de quase todos os setores do HC da UNESP, mais uma vez conseguimos amenizar um pouquinho a pobreza e a miséria que castiga muita gente “moradora” destes dois lugarejos carentes da nossa hospitaleira e solidária Botucatu.

Bastante pipoca, algodão doce, cachorro quente, refrigerante e muitos brinquedos, compuseram um recheado “cardápio” oferecido com muita satisfação, durante várias horas, há mais de 500 crianças destas duas localidades.

Certamente, trabalhar em prol de um sorriso de uma criança e, mais ainda, poder proporcionar momentos de felicidade a muitos meninos e meninas que provavelmente passariam a data em branco, “chacoalhou” a alma de todos que se propuseram a comemorar assim o feriadão.

Enfim, com a ajuda DELE, o nosso PAI e da nossa Padroeira arrumamos muita gente solidária e, novamente fizemos a nossa parte na valorização destas queridas crianças, oferecendo-lhes pelo menos, por uma manhã, uma esperança de um futuro melhor.

Que bom seria se os nossos governantes priorizassem de fato essa preciosidade chamada CRIANÇA. Pura utopia, por todo o país políticos oportunistas não fazem outra coisa senão enganar a nossa gente. Aqui em nossa cidade tem um desses “picaretas” tentando se defender nos tribunais por não ter investido o quê deveria, numa das mais importantes secretarias de um governo: a Educação. Difícil é acreditar que todo esse dinheiro (que todo governante é obrigado a investir) não lhe pertencia! Quanta estupidez! Que festival de incompetência!

Graças a Deus que, de uma hora para outra, lá em Brasília (onde se concentra grande parte dessa corja), surgiu um cidadão justo, que também teve uma infância sofrida e que, com certeza, irá acabar com essa “farra do boi” que norteia a classe política, colocando muita gente na cadeia: o Ministro Joaquim Barboza, o mais novo Presidente do Supremo Tribunal Federal. Por sinal, simplesmente fantástica a reportagem da Revista Veja do último dia 10 de outubro (O MENINO POBRE QUE MUDOU O BRASIL), assinada pelos jornalistas Hugo Marques e Laura Diniz.

Seguramente nós, “festeiros voluntários”, além da alegria que sentimos em mais um ano, neste evento tão significativo para aquela comunidade, no qual o grande objetivo foi agradar uma criança e fazê-la sorrir, também quitamos um pouquinho do muito que devemos ao nosso PAI. Parabéns queridos amigos voluntários pelo sucesso conquistado.

É prazeroso demais poder utilizar um “conto” assim para abraçar um amigo com quem dividi muitas glórias, num passado não muito distante, na Reitoria da nossa Universidade e que, com as graças DELE, está quase recuperado de um problema de saúde que enfrentou meses atrás: meu particular amigo Doutor José Carlos Souza Trindade, o eterno Reitor da UNESP.

Querido mestre, orgulho-me em tê-lo como leitor dos meus comentários semanais e, volte logo, pois, estamos saudosos demais das nossas importantes e produtivas reuniões em prol de um mundo melhor para todos.

{n}Rubens de Almeida – Alemão
Alemão.famesp@gmail.com