“… ME DÊ A MÃO, ME ABRAÇA, VIAJA COMIGO PRO CÉU, SOU GAVIÃO…”

“Eta nóis”! Quis Deus que no último sábado (22/02), eu fosse contemplado com uma noite muitíssimo especial. Quis ELE também que eu rememorasse, bem ao estilo de uma música carnavalesca “classe A” (“… Recordar é viver…”) de alguns momentos marcantes daqueles tempos em que o carnaval arrastava multidões em todos os bailes que se realizavam nos clubes sociais da cidade. Por sinal, num deles acabei premiado como o “folião” mais animado e ganhei uma viagem (claro que junto dela, a minha outra metade) para o Rio de Janeiro.

Que maravilha foi o “baile das marchinhas” realizado no salão social da conceituada Associação Recreativa “DRAGÕES DA VILA”! Como foi prazeroso rever grandes amigos (também apaixonados pelos bailes de carnaval de verdade).

Como busco, insistentemente, motivação necessária para continuar a me colocar ? disposição do nosso PAI para seguir sempre na trilha do bem, sem abrir mão da solidariedade, acredito ter ficado, pelo menos, dez anos mais jovem, depois de tudo o que curti e presenciei naquela noite. Foram tantas as surpresas agradáveis com as quais me deparei que me senti um convidado de luxo. Quanta honra!

Animado de um jeito bastante peculiar pela renomada Banda NOVO SON e contando com a participação de carnavalescos (perto de 400) do mais alto nível – a grande maioria, componentes do maior “Bando de Loucos” que “norteia” positivamente o futebol brasileiro: os corinthianos – esse grande encontro de “saudosistas”, amantes do verdadeiro carnaval, simplesmente “arrebentou”. Tudo aconteceu de maneira magistral.

Acredite! Os organizadores desta “baita” festança sequer perderam tempo com a contratação de seguranças, algo comum e necessário em festas desse nível. Soube que isso vem ocorrendo há muitos anos. Aliás, o que explica num evento popular desse porte, em que rolaram soltas “redondinhas” e outras tantas e tantas “frutinhas” alcoólicas, durante as quase cinco horas de festa, não ocorrer nenhum inconveniente? O que justifica, nos dias atuais, onde entre outras coisas que acontecem, cotidianamente, filho mandando assassinar o próprio pai, por exemplo, numa enorme concentração de pessoas (claro que festiva) todos entrarem sorrindo e depois de mais de cinco horas de congraçamento saírem mais felizes ainda?

Na minha modesta visão, isso é fruto da credibilidade dos organizadores e, mais ainda, da grandeza dos convidados. Palmas, muitas palmas para toda a diretoria dos “DRAGÕES”, muito especialmente ao verdadeiro “quarteto de ouro” que está ali ? frente dessa entidade social da populosa Vila dos Lavradores, o nosso eterno “Bairro da Estação”, meus amigos Antonio Cecílio Junior, Luiz Pereira, Paulinho Capelupi e Romualdo “Roma” Pinton.

Até como forma de homenagear pessoas que continuam fazendo história nesta nossa querida, solidária e acolhedora Botucatu, não posso deixar de citar o agradável convívio que tive com integrantes de diversos blocos carnavalescos que marcaram presença neste belo e “pra” lá de marcante acontecimento festivo, entre os quais, os meus amigos Zezo e Alessandra Luchesi de Oliveira (dos Bartiras), Fábio Henrique Gonçalves (Bloco da Cheirosa) e alguns dirigentes de outros clubes da terrinha: Nilceu Giacoia, o sempre Presidente do BTC; Djalma Santos Bovolenta, um dos maiores nomes da diretoria da ASU e o comandante da nossa querida Associação Atlética Ferroviária, João Francisco Chávari. Todos esbanjaram alegria e felicidade naquele encontro.

Depois de tudo isso e, com o coração extremamente enriquecido, devo confessar que o Samba Enredo da Escola de Samba “GAVIÕES DA FIEL”, ganhador de todos os prêmios no ano em que aquela brilhante escola foi campeã do carnaval paulistano e que, inclusive me ofereceu inspiração para a escolha do título deste “conto”, me fez companhia na volta para casa. Cheio de orgulho e um pouquinho rejuvenescido, soltei a voz e voltei cantando: “…

Me dê a mão, me abraça, viaja comigo pro céu, sou gavião, levanto a taça, com muito orgulho, pra delírio da fiel…”. Coisas de uma vida bem vivida!
Enfim, volto a dizer, o “carnaval das marchinhas” promovido pelos “DRAGÕES DA VILA” (com certeza, no ano que vem, teremos uma noite dessas na Ferroviária) foi um sucesso. Com satisfação incontida, vivi horas e horas de muita alegria ao lado de figuras expressivas da nossa sociedade. Senti um contentamento enorme em poder compartilhar com inúmeros amigos (alguns que há muito tempo não via) de um momento inesquecível.

Foi “bão” demais ser entrevistado e fotografado pelo amigo Rodrigo Scala. Não menos prazeroso foi “trocar figurinhas” com leitores especiais dos meus “contos” semanais (Doutor Lourenço Talamonte; Lúcia Helena Colombara; Doutor Odair Carlito “Daia” Michelin; Doutor Giovani Faria Silva, entre outros) e também, ser elogiado pela minha conduta como ser humano, por ilustres botucatuenses, todos meus amigos lá de trás, como os casais, Lelé e Marlene Basso e, Evair e Maria Tardivo.

Parabéns diretores (todos, indistintamente) desse valioso clube social carinhosamente denominado “DRAGÕES DA VILA” por todo sucesso alcançado neste grandioso evento e, mais ainda, por oferecer ? queles que carregam em seu coração muito saudosismo, maiúsculas oportunidades para voltar ao tempo.

Nada melhor do que um “conto” deste para enviar um carinhoso abraço a um lindo casal de amigos que prezo muito, com quem igualmente “congracei” demais neste baile e que são grandes admiradores do meu “bem viver”: o competente Delegado de Polícia Doutor Paulo Buchignani e a sua noiva Elza do Carmo.

Também, com enorme carinho, abraço outros dois leitores assíduos das minhas escritas semanais: a senhora Edith Ribeiro, o maior “fenômeno” da nossa encantadora APAPE, Associação de Pais e Amigos de Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais e o patriarca da maravilhosa família Colenci, Doutor Newton Colenci que, com as graças divinas, vem se recuperando bem de uma cirurgia. O danado do Júnior Colenci ficou mais “maduro” na última terça-feira (25/02). Parabéns grande companheiro.

Rubens de Almeida – Alemão
alemao.famesp@gmail.com