Ofensas: quem sai mais prejudicado

O jovem chegou da escola muito nervoso. Subiu para o seu quarto, bateu a porta e se jogou na cama aos prantos. Seu pai, homem simples mas muito sábio, foi verificar o que tinha acontecido co o filho. Quando viu o menino chorando, sentou-se à beira da cama e perguntou o que de tão grave havia ocorrido. O menino então desabafou dizendo:

– Pai, meu melhor amigo! Humilhou-me na frente de todos por causa do jogo de futebol. Eu estou com muita raiva! Tomara que ele fique doente e nunca mais possa ir à escola!

O pai calmamente pegou o filho pela mão e disse:

– Venha comigo, vamos fazer uma brincadeira.

O menino obedeceu. Foram até o quintal, perto da churrasqueira onde havia uma pilha de carvão. O pai então pediu ao filho que pegasse um por um daqueles carvões e tentasse atingir um lençol branco, que estava pendurado no varal a uma certa distância. O menino gostou da brincadeira e começou a atirar os pedaços de carvão em direção ao lençol. Quando terminou, havia muitos carvões espalhados pelo chão, porém pouquíssimos haviam atingido o lençol que continuava estendido no varal. O pai pegou novamente o menino pela mão, levou-o até um espelho, disse:

– Cansado e sujo.

Então o pai completou:

– Está vendo, meu filho? Ao atirar carvão no lençol, você se cansou, sujando mais a si mesmo do que ao lençol. Assim também é a raiva que você está nutrindo por seu amigo: trará mais prejuízo para você do que para ele.

Quando decidimos revidar as ofensas que recebemos, com certeza somos mais atingidos e prejudicados do que a pessoa que nos ofendeu.

As ofensas prejudicam muito mais a você do que ao outro.