O que meu pai diria se estivesse vivo…

Se meu pai estivesse vivo completaria seus 79 anos dia 31 e me coloco a pensar o que ele teria para nos falar se pudesse sentar-se e conversar com a gente; mas, como nós cristãos não cremos nesta possibilidade,  me coloco a imaginar a maneira que ele nos ensinaria de ver as coisas diferentes e poder perceber que podemos fazer algo a mais…

Como partilhou comigo a Ir. Mônica Maria, de nossa fraternidade, após voltar de sua experiência missionária na Paróquia de Iaras, visitando assentamentos e as casas daquela cidade e aprendendo com o Pe. Gerson o ideal de viver a simplicidade a humildade…

Uma pena perceber que as pessoas não estão prontas e sequer querem estar para uma mudança radical de vida aprendendo com os problemas e sofrimentos dos outros.

O mundo nos oferece momentos únicos e temporais… Tudo pode ser vivido apenas uma vez e bem por isso não deveríamos perder tempo com coisas banais que não levam a nada. Mas, infelizmente, nos perdemos em coisas que nos fazem perder ou nos levam a lugar algum.

Tudo deveria concorrer para o bem daqueles que amam e não para o bem daqueles que odeiam ou se perdem nas loucuras de poderes; mas, infelizmente nos devaneios da vida nos perdemos e acabamos por destruir aquilo que deveria ser o melhor em nós e nos outros.

As pessoas vão passando e a vida também e, bem por isso, fico pensando o que meu pai diria se estivesse vivo em nosso meio… Com certeza diria para aprimorar o bem que fizemos ou fazemos e arrumar as burradas que falamos, fazemos ou fizemos…

As coisas vêm e vão numa velocidade que, por vezes, num “piscar de olhos” passam ou até repassam e por isso mesmo vejo a necessidade de prestarmos atenção naquilo que somente nós podemos fazer.

“Seu” Júlio, meu falecido pai, não tem mais tempo, mas eu e você que está a ler ainda temos…

Porque então somos tão “lerdos” em começar… Como o regime que penso em fazer… Amanhã eu começarei… E quem disse que terei o amanhã?

A morte é a única certeza de nossa vida… Dela ninguém escapa e “quem tem medo de morrer, morre de medo” (D. Irineu Danelon).

Se sabemos que ela vem na hora em que menos esperamos porque não aprendemos a bem viver sem neuras e raivas ou impulsos de raiva sobre os outros?

Se sabemos que vamos morrer “ou de morte morrida ou de morte matada”, porque então perdemos tempo em atrapalhar a alegria dos outros e não entramos na roda e deixamos de lado coisas que nos ferem ou machucam?

Onde está nossa racionalidade? Já que somos chamados de animais racionais? Usamos de nossa razão para aquilo que queremos e não para aquilo que necessitamos usar e nos perdemos em querer mostrar que somos aquilo que não somos ou ocupamos a posição do “eu sei”, “eu posso”, “eu aconteço” ou até mesmo nos perdemos em dizer que nunca vamos mudar…. Ah… É só bater a água na b… e aprenderemos que, ou nadamos conforme manda a onda, ou estamos no fundo do poço… Temos que aprender… E é uma pena que muita gente só aprende na dor e nunca, ou quase nunca, no amor.

Bom, querendo aprender aqui me despeço novamente com um beijo de Jesus, pelos lábios de Maria e no abraço de José em seu coração:

Pe. DelairCuerva, fmdp