Ministério da Saúde confirma que vacina não provocou parada cardíaca em criança de Lençóis

Saúde
Ministério da Saúde confirma que vacina não provocou parada cardíaca em criança de Lençóis 21 janeiro 2022

Menina tem síndrome de Wolff-Parkinson-White, que não era diagnosticada até então e desconhecida pela família

Foto: Acontece Botucatu

O Ministério da Saúde confirmou a análise do governo de São Paulo e disse nesta sexta-feira (21) que está descartada a relação entre a vacinação da Covid-19 e a parada cardíaca de uma criança de Lençóis Paulista e que foi internada em Botucatu.

A pasta afirmou que “o evento adverso pós-vacinação foi descartado”. “A síndrome de Wolff-Parkinson-White, até então não diagnosticada e desconhecida pela família, levou a criança a ter uma crise de taquicardia, que resultou em instabilidade hemodinâmica”, disse a Saúde, citando a investigação feita pelo governo local.

Os ministros Marcelo Queiroga (Saúde) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) visitaram a criança na quinta-feira (20). O presidente Jair Bolsonaro (PL) telefonou para a família.

Em nota, a Saúde disse que “a vacinação é segura e foi autorizada pela Anvisa.” “O Ministério da Saúde segue monitorando a ocorrência dos eventos adversos pós vacinação em parceria com as secretarias municipais e estaduais de saúde”, disse a pasta.

A criança de 10 anos recebeu o imunizante da Pfizer, indicado para sua faixa etária. Cerca de 12 horas depois, começou a apresentar sintomas que evoluíram a uma parada cardiorrespiratória. A criança já teve o quadro revertido e estava hospitalizada, mas estável, na quinta , quando a relação com a vacina foi descartada.

Um ponto que chamou a atenção dos especialistas foi o curto intervalo entre a imunização e o início dos sintomas. O tempo decorrido não sustentaria a hipótese de uma miocardite desencadeada pela vacinação, segundo a investigação.

Técnicos do governo federal afirmam que o caso poderia ser levado ao comitê de farmacovigilância comandado pelo Ministério da Saúde, mas que a análise do governo paulista não deixou dúvidas.

A investigação do caso foi conduzida de forma conjunta pela Divisão de Imunização do estado e pelos Grupos de Vigilância Epidemiológica de Botucatu e de Bauru, além do município de Lençóis Paulista.

O diagnóstico revelou uma pré-excitação no eletrocardiograma da criança, o que, segundo a secretaria, é uma característica da síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW).

“Esta é uma condição congênita que leva o coração a ter crises de taquicardia. Algumas destas crises podem ter frequência muito alta, levando até a síncope ou mesmo morte súbita”, explica em nota.

Com informações do JCNet

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