Botucatu seguirá vacinando adolescentes contra a Covid, diz Pardini

Botucatu vacinou com a primeira dose 9,3 mil adolescentes

Botucatu continuará vacinando adolescentes entre 12 e 17 anos, em especial com a aplicação da segunda dose após 12 semanas. A informação foi dada nesta sexta-feira, dia 17, pelo Prefeito de Botucatu, Mário Pardini, durante entrevista à Rádio Criativa FM.

A declaração vem após o Ministério da Saúde deixar de recomendar a imunização nesse público. A Anvisa, em nota, disse que não vê motivos para a suspensão.

Pardini foi enfático ao dizer que as doses para a segunda aplicação estão garantidas.

“Primeiro de tudo quero tranquilizar os pais e responsáveis na cidade de Botucatu. Aqui aplicamos quase 100% das doses, primeira dose, em adolescente de 12 a 17 anos. Na oportunidade o Ministério não tinha se posicionado de forma contrária, a Anvisa era favorável e nós aqui somos muito antenados com o que ocorre em todo o mundo. E o que está acordado no PNI (Plano Nacional de Imunização) é que com a aplicação da primeira dose, a segunda dose será disponibilizada, no caso da vacina da Pfizer, após 12 semanas. Elas têm que ser disponibilizadas. Estamos muito tranquilos com essa situação, mais tranquilos ainda, pois com quase 10 mil vacinados, aumentamos ainda mais nossa imunidade de rebanho. Portanto, tranquilizo os pais e os adolescentes, pois fizemos tudo com muita transparência”, disse Pardini.

Botucatu vacinou nas últimas semanas um total de 9,3 mil adolescentes entre 12 e 17 anos. A 1ª dose da vacina aplicada nos jovens foi o imunizante da Pfizer, recomendada, única recomendada para o público.

Polêmica entre Ministério da Saúde e Anvisa

O Ministério da Saúde revisou a recomendação de vacinação de adolescentes contra a covid-19. Em nota técnica publicada na quinta-feira, 16, pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, o ministério passou a recomendar a vacinação apenas para os adolescentes entre 12 e 17 anos que tenham deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade.

A pasta citou, entre outros argumentos para revisar a recomendação, o fato de que os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos e que a Organização Mundial de Saúde (OMS) não recomenda imunização de adolescentes com ou sem comorbidades.

Por sua vez, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu comunicado em que diz não ver razão para mudar as condições aprovadas pelo órgão para a vacina da Pfizer/BioNTech.

“Com os dados disponíveis até o momento, não existem evidências que subsidiem ou demandem alterações da bula aprovada, destacadamente, quanto à indicação de uso da vacina da Pfizer na população entre 12 e 17 anos”, diz a Anvisa.

A vacinação de menores de 18 anos ocorre no Estado de São Paulo com a utilização da vacina Pfizer, de modo que a vacinação deste grupo está condicionada a autorização pelos pais e/ou responsáveis legais.