Botucatu não está no mapa de vacinação emergencial contra a Febre Amarela

Foto M&M Imagens/Acontece Botucatu

Após 13 mortes confirmadas por febre amarela somente no estado de São Paulo, o Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira, dia 09, que os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia vão adotar a dose fracionada da vacina contra a doença. Os casos estão assustando as autoridades.

Com a divisão, uma dose que antes era aplicada em uma só pessoa será destinada para quatro. Segundo o Ministério da Saúde, uma mesma dose poderia servir para até cinco pessoas — mas o governo irá trabalhar com uma “margem de segurança”.

A boa notícia, pelo menos para Botucatu, é que a cidade não precisará da aplicação da vacina neste momento. Procurado por nossa reportagem, o Secretário Municipal de Saúde, Dr. André Spadaro, disse que a cobertura vacinal do município é alta, isentando Botucatu na vacinação emergencial.

“Em Botucatu a cobertura vacinal de Febre Amarela é muito elevada. Fizemos a intensificação no início 2017, quando houve um surto em Minas Gerais.  Botucatu é área de vacinação permanente e está no calendário regular”, disse Spadaro ao Acontece Botucatu.

Para quem nunca tomou a vacina, pode procurar qualquer posto de vacinação sem a necessidade da campanha. Quem já tomou uma dose, está protegido, não havendo a necessidade de reforço.

Situação crítica no estado

De 2017 até agora foram registrados 29 casos autóctones de febre amarela silvestre confirmados no Estado e os casos que evoluíram para óbito ocorreram nos municípios de Américo Brasiliense, Amparo, Batatais, Monte Alegre do Sul, Santa Lucia, São João da Boa Vista, Itatiba, Mairiporã e Nazaré Paulista. Houve ainda casos de transmissão sem morte nas cidades de Águas da Prata, Campinas, Santa Cruz do Rio Pardo, Tuiti, Mococa/Cassia dos Coqueiros, Jundiaí e Mairiporã.

A decisão de fracionar a vacina tem por base testes da Fiocruz. Os resultados que indicaram que uma dose de 0,1ml (a dose padrão é de 0,5 ml) garante a imunidade por oito anos.

Em comunicado a Secretaria destaca que não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942. A situação epidemiológica será discutida hoje em Brasília entre os secretários estaduais de Saúde e o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

A nota informa ainda que as estratégias de ampliação da vacinação contra a febre amarela em São Paulo vai seguir critérios epidemiológicos, dando prioridade aos corredores ecológicos com intensificação na vacinação como vem ocorrendo desde 2016 a exemplo das medidas tomadas em 2017 nas zonas norte e sul da capital paulista e nas regiões de Alto Tietê, Osasco e Jundiaí.

Por recomendação da Organização Mundial da Saúde, a imunização ocorre com a aplicação de dose única, porém, não é indicada para gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (portadores de Lúpus, por exemplo).