República flagrada cobrando “portaria” para fazer festa

Polícia
República flagrada cobrando “portaria” para fazer festa 24 agosto 2011

Para a Guarda Civil Municipal (GCM), a República de Estudantes Cantagallo, que está instalada na Rua Coronel Antônio Cardoso do Amaral, no Jardim Paraíso, cometeu dois tipos de infração na madrugada desta quarta-feira (24). A primeira por cobrar ingresso (portaria) de R$ 5,00, sem alvará, para estudantes entrarem em uma festa que estava sendo promovida. O outro delito foi fazer esta festa com um som muito acima do permitido, durante a madrugada, chegando a 112 decibéis.

Essa República foi denunciada por moradores daquela região da cidade, já que a festa começou por volta das 21 horas e entrou pela madrugada, contando com, aproximadamente, 120 pessoas na casa. Somente quando os agentes da Guarda Municipal estiveram no local, por volta das 02h15 é que o problema foi solucionado. Os responsáveis pela República deverão se apresentar ao delegado titular do 2º Distrito Policial (DP) Marcos Mores.

Segundo o delegado a grande maioria (80%) das Repúblicas instaladas em Botucatu está na sua área de comando, abrangendo a Vila Antártica, Vila dos Lavradores, Jardim Paraíso, Vila Pinheiro, entre outros bairros daquela região alta da cidade. E a principal reclamação contra os estudantes é com relação ? perturbação do sossego público.

Moradores revelam que os estudantes promovem festas até altas horas da madrugada, regadas de muita bebida e baderna, com som alto e muita gritaria. “Nós já enquadramos mais de 20 repúblicas por perturbação de sossego que é uma contravenção penal”, comentou Mores. Lembra que a polícia identifica as Repúblicas e cobra explicações dos estudantes que são convocados para prestar depoimento.

“Eles são alertados que se continuar a perturbar os vizinhos serão responsabilizados criminalmente e a Faculdade de Medicina será comunicada, mas isso não os incomoda muito. O temor dos estudantes é quando alertamos que, se houver reincidências, os pais serão intimados a comparecer na delegacia. Isso causa temor entre eles. A última coisa que querem é, por culpa deles, ver os pais numa delegacia”, revela o delegado do 2º DP.

Outro dado revelado pelo delegado é que a perturbação do sossego público não vale só para o horário noturno. “A lei é clara e não especifica horário, tanto faz se for duas da tarde, como duas da manhã. O crime é o mesmo. Mas nosso conselho é que as pessoas que se sentirem prejudicadas com o barulho alheio deve acionar os vizinhos que também passam pelo mesmo problema e procurar a delegacia em grupo para que possamos tomar as providências que forem necessárias”, orientou.

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