Operação da Polícia Civil com Ministério Público mira lavagem de dinheiro ligada ao crime organizado

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Operação da Polícia Civil com Ministério Público mira lavagem de dinheiro ligada ao crime organizado 09 maio 2026

Empresas de transporte e do setor de rodeio são suspeitas de lavar dinheiro do tráfico; Justiça bloqueou R$ 10 milhões dos investigados. Operação ocorreu em várias cidades do interior paulista

Polícia cumpre mandados de busca e apreensão em oito cidades paulistas. Foto Governo de São Paulo/Divulgação

A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público realizaram nesta sexta-feira (8) a Operação Caronte, ação voltada ao combate à lavagem de dinheiro ligada ao crime organizado. A ofensiva teve como foco cidades do interior paulista e resultou no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão em municípios como Campinas, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Atibaia e Taquaritinga, além de Osasco e Mogi das Cruzes.

As investigações foram conduzidas pelo Departamento de Polícia Judiciária de Campinas (Deinter 2), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo os investigadores, empresas do setor de transportes e uma empresa ligada a rodeios eram utilizadas para movimentar dinheiro obtido através do tráfico de drogas e outras atividades criminosas. De acordo com a apuração, os suspeitos utilizavam “laranjas” para ocultar os verdadeiros responsáveis pelos recursos e dar aparência de legalidade às movimentações financeiras.

A investigação apontou incompatibilidade entre a renda declarada pelos investigados e os valores movimentados nas contas bancárias. Um dos alvos já vinha sendo monitorado desde 2016, e a apuração avançou após análises fiscais, bancárias e cruzamento de dados obtidos junto a órgãos de fiscalização.

Durante a operação, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em contas bancárias dos investigados. Também foram apreendidos caminhões, automóveis, dinheiro em espécie e animais, entre eles cavalos e bois registrados em nome dos suspeitos.

Segundo o Ministério Público, um dos investigados já havia sido preso preventivamente no ano passado em outra investigação conduzida pelo Gaeco de Campinas, relacionada a um suposto plano de facção criminosa para assassinar um promotor de Justiça.

O nome “Operação Caronte” faz referência ao personagem da mitologia grega responsável por conduzir as almas ao submundo de Hades, associado às riquezas subterrâneas.

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