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Imagens mostram o jacaré-do-papo-amarelo semanas após o fechamento da lagoa para atividades de lazer

Michael Normandes

O jacaré que motivou a interdição da Lagoa da Mina, em Botucatu, voltou a ser avistado neste domingo, 31 de maio. O registro foi feito pelo leitor Michael Normandes, que flagrou o animal na área da lagoa semanas após o primeiro surgimento, que levou a Prefeitura de Botucatu a proibir o acesso de banhistas ao local por questões de segurança.

Segundo Michael, trata-se de uma fêmea adulta. Foi possível observar a presença de filhotes próximos ao animal.

“Está lá com seus lindos filhotes. É um jacaré-do-papo-amarelo. Eu visualizei nitidamente dois filhotes”, relatou o leitor ao Acontece Botucatu.

A presença do réptil já havia sido confirmada anteriormente na Lagoa da Mina, levando o Município a interditar temporariamente a área utilizada para banho e lazer da população. A medida foi adotada para evitar riscos tanto aos frequentadores quanto aos próprios animais.

Espécie nativa

Michael Normandes

O jacaré avistado na lagoa é da espécie jacaré-do-papo-amarelo (Caiman latirostris), uma das mais conhecidas do Brasil. Os exemplares adultos podem atingir até 3,5 metros de comprimento, embora muitos apresentem cerca de dois metros. A expectativa de vida pode ultrapassar 70 anos.

A espécie ocorre naturalmente em diversas regiões da América do Sul, incluindo Brasil, Argentina, Paraguai, Bolívia e Uruguai. No território brasileiro, é encontrada principalmente nas bacias dos rios São Francisco e Paraná, habitando áreas alagadas como lagoas, brejos, pântanos, rios e manguezais.

Com coloração que varia entre o verde-oliva e o marrom escuro, o jacaré-do-papo-amarelo possui focinho largo e curto, além de uma mordida considerada bastante forte. Sua alimentação inclui peixes, aves, crustáceos, moluscos, mamíferos e outros répteis de pequeno e médio porte.

Reprodução

A reprodução da espécie ocorre geralmente entre agosto e janeiro, período de temperaturas mais elevadas. As fêmeas constroem ninhos que podem receber de 15 a 50 ovos, normalmente em áreas de vegetação próxima à água.

A incubação dura entre 65 e 90 dias. Estudos apontam que a temperatura influencia diretamente o sexo dos filhotes: temperaturas mais baixas favorecem o nascimento de fêmeas, enquanto temperaturas mais altas resultam no nascimento de machos ou de ambos os sexos.

O novo avistamento reforça a importância de que a população respeite a interdição da Lagoa da Mina e evite qualquer tentativa de aproximação dos animais, especialmente neste período em que há indícios da presença de filhotes.

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