Homem que matou PM em São Manuel é suspeito de ter assassinado a mulher e colocado corpo na geladeira

Um caso de feminicídio registrado pela polícia neste sábado, 28, no município de Miguel Pereira, estado do Rio de Janeiro, pode ter ligação com a ocorrência registrada na última quarta-feira, dia 25, e que vitimou o Tenente PM Atanazio, de Bauru.

O crime ocorreu em São Manuel, quando ao ajudar em uma ocorrência de acidente de trânsito, foi morto por Luan Nilton Martins, de 30 anos, que cumpria pena no regime semiaberto por roubo no Rio de Janeiro.

Por volta das 15h deste sábado, policiais militares foram acionados após a descoberta do corpo de Ione dos Santos, escondido há dias na geladeira, em sua própria residência, no bairro Vera Cruz.

Ione, que atuava como Pastora e Juíza de Paz, celebrando casamentos, estava desaparecida e foi encontrada pelo próprio irmão, que estranhou o fato de sua irmã não telefonar para ele no dia de seu aniversário, 25, como de costume.

Sem contato com ela, checou seu perfil em uma rede social e verificou que a última postagem teria sido no dia anterior, dia 24. Daí começou a pesquisar pelo nome de seu cunhado, Luan, e encontrou na internet, uma reportagem dizendo que o mesmo havia morrido em São Paulo, em uma troca de tiros com policiais no dia 25 na cidade de São Manuel.

Na matéria informava que os documentos da vítima haviam sido encontrados pela PM, dentro do carro usado pelo suspeito, que era de propriedade de Ione. Foi, então, que ele resolveu procurar pela irmã desaparecida.

Sem sucesso, foi até Vera Cruz (Zona Rural de Miguel Pereira- RJ), onde ela havia alugado uma casa, e, com a ajuda de moradores da localidade, achou a residência. Ao entrar, viu a geladeira ligada, amarrada com arames e lençóis, com a porta virada para a parede, sem marcas de sangue. Ao conferir o que havia dentro, encontrou o corpo de Ione.

Segundo testemunhas, Luan Martins era presidiário e Ione tentava ressocializá-lo, investindo em cursos profissionalizantes e buscando uma colocação para ele no mercado de trabalho. Ainda segundo testemunhas, Ione e Luan estavam juntos há cinco anos, numa relação conturbada, em que ela chegou a registrar na DP, em dezembro passado, uma ameaça de morte recebida por Luan, solicitando medidas protetivas. O caso foi registrado na 96ª DP

Informações do Portal G1 e Jornal em Destaque