Problema atingiu aeronaves da família E2 e provocou atrasos e cancelamentos; Embraer afirma que instabilidade não compromete a segurança dos voos

Uma instabilidade envolvendo a recepção do sinal de GPS em aeronaves da família E2, da Embraer, provocou uma série de impactos na operação da Azul Linhas Aéreas nesta terça-feira (22). Parte significativa dos jatos ficou temporariamente impedida de decolar, provocando atrasos e cancelamentos.
Segundo informações do AEROIN, o problema ganhou força no fim da tarde, quando praticamente toda a frota de Embraer E195-E2 da Azul deixou de operar. A situação afetou especialmente as operações nos aeroportos de Viracopos, em Campinas, e Confins, em Minas Gerais.
A Embraer confirmou ter recebido relatos de instabilidade na recepção de sinais de GPS envolvendo alguns tipos de aeronaves, incluindo a família E2. A fabricante informou que acompanha o caso em conjunto com operadores e com a fabricante dos equipamentos de aviônicos.
Apesar dos transtornos, a Embraer ressaltou que o problema não compromete a segurança dos voos. Segundo a empresa, os jatos E2 contam com outros sistemas e procedimentos de navegação que permitem a operação mesmo diante de instabilidade do GPS.
A Honeywell, responsável pelos equipamentos utilizados nas aeronaves, também informou que está investigando a ocorrência para determinar a causa do problema.
Voos retomados
Após aproximadamente cinco horas de suspensão, os jatos Embraer E195-E2 da Azul começaram a voltar às operações no final da noite de terça-feira. Um dos primeiros voos após a paralisação partiu de Viracopos com destino a Brasília pouco antes das 22 horas.
A Azul informou que adotou medidas operacionais por precaução e alertou que os reflexos da instabilidade ainda podem provocar alterações na malha e nos horários de alguns voos nesta quarta-feira (23).
A orientação aos passageiros é verificar a situação do voo e da reserva nos canais oficiais da companhia antes de seguir para o aeroporto.