Em Brasília, Pardini tenta recursos para construção de represa no Rio Pardo

Arquivo Acontece Botucatu

O Prefeito de Botucatu se reúne nesta quarta-feira, dia 12, com o Ministro das Cidades Alexandre Baldy em Brasília. O encontro será na parte da tarde e deverá ser mais uma importante etapa para a construção da represa do Rio Pardo.

O Secretário de Governo, Fábio Leite, acompanha o Prefeito. A construção está orçada em R$ 45 milhões, com mais 3 R$ milhões para reflorestamento no Véu de Noiva, local exato da construção, de acordo com o projeto executivo.

Segundo apurou o Acontece Botucatu, o Ministro Alexandre Baldy está sensibilizado com o projeto e acredita na capacidade empreendedora do município. Isso ocorre em virtude do projeto apresentado para a construção dos apartamentos do Cachoeirinha, que teria motivado o Ministro em atender mais essa demanda.

“O Ministro acredita muito, pois sabe que nos preocupamos muito com os detalhes da licitação, que essas obras são áreas anexas ao município e tudo isso pode viabilizar os empreendimentos e ele acredita em nossa capacidade de empreender, por isso temos essa abertura com ele”, colocou Pardini aos microfones da Rádio Criativa FM.

A verba poderia ser conquistada através de uma engenharia financeira, que inclui antecipação da outorga Sabesp, recursos do Tesouro e financiamento ou recursos a Fundo Perdido. Em junho o Prefeito de Botucatu esteve em Brasília onde discutiu o assunto na Secretaria Nacional de Saneamento.

“Essa obra é importante, pois iria garantir o abastecimento de Botucatu pelas próximas décadas. Em 2014 tivemos muitos problemas durante a crise hídrica e com muito esforço resolvemos a situação com diversas captações. Hoje li alguns sites de notícias que apontam graves problemas de falta de água em regiões importantes como o São José do Rio Preto. Com essa barragem não correríamos riscos”, disse Pardini ao Acontece Botucatu.

Lugar turístico e para uso de agricultores e industrias

A primeira função dessa barragem será de abastecimento público, mas a represa terá múltiplos usos. Ela poderá ter a vazão regularizada para que produtores rurais utilizem a água para suas produções e colheitas, segundo o projeto.

As indústrias também poderiam ser beneficiadas. Assim se evitaria cenários como em 2014, quando a Duratex deixou de produzir durante três dias, pois não tinha água para resfriar suas caldeiras.

A barragem terá uma vazão de 1000 litros por segundo. Isso significa mais que dobrar a capacidade de produção de água de Botucatu mesmo em períodos de crise hídrica. Isso permitiria a utilização para o seu quarto objetivo, o turístico, que poderia gerar renda para o munícipio, como ocorre com as represas Billings e Guarapiranga em São Paulo.

Parte da área já doada

Em fevereiro a Prefeitura de Botucatu assegurou o recebimento, em forma de doação, de dois dos 14 lotes de território que precisarão ser desapropriados para a construção da Barragem. A empresa Bela Vista, que atua na área de produção de sêmen bovino, doou aproximadamente 30% do necessário para o projeto.

O projeto

Arquivo Acontece Botucatu

O objetivo é construir uma barragem em uma área na região da cachoeira Véu de Noiva, um dos locais públicos mais acessados de Botucatu. O complexo recebe as águas do Rio Pardo, que abastece a maior parte de Botucatu e região.

De acordo com informações passadas ao Acontece Botucatu, essa barragem iria funcionar como um grande reservatório de água bruta. Dessa maneira, estaria garantido o abastecimento em períodos de estiagem ou crises hídricas, como a vivida em 2014/2015.

Segundo a administração, a obra custaria algo em torno de R$ 45 milhões. O valor poderia ser obtido também através de recursos do PAC 2, Programa de Aceleração do Crescimento.

Segundo o planejado, serão cerca de 70 alqueires de área inundada, formando uma das maiores represas municipais no interior do Estado de São Paulo. Somente o Projeto executivo teve um custo aproximando de R$ 1,5 milhão.