Comissão que investiga possíveis irregularidades do Prefeito de Bofete apresenta conclusão do inquérito

Foto: Gabriel Al-Lage / TV TEM

A comissão processante que investiga as possíveis irregularidades cometidas pelo prefeito de Bofete (SP) apresentará a conclusão do inquérito, na segunda-feira (5), a partir das 17h.

Na sequência, os vereadores terão que votar pela absolvição ou cassação do mandato do chefe do executivo do município, Dirceo Antonio Leme de Melo (PTB). O prefeito nega as irregularidades e afirma também que se trata de perseguição política.

A comissão processante foi aberta em outubro de 2017 por sete votos a dois. Entre as suspeitas sobre a atual gestão estão a compra de materiais sem licitação, incluindo peças para automóveis que não fazem parte da frota da prefeitura; e serviços que não teriam acontecido, como frete e terraplanagem.

Nove vereadores participam desta votação. São necessários 6 votos para cassar o mandato do atual prefeito da cidade. Se isso acontecer, o presidente da Câmara, Luís Antônio Ramos (PSDB), é quem assume o Executivo, já que o vice-prefeito, Elias Antunes da Silva, renunciou ao cargo por motivos pessoais.

Entenda o caso

No dia 8 de janeiro de 2017, a Justiça suspendeu a sessão da Câmara Municipal que votaria a Comissão Processante contra o prefeito de Bofete (SP). Na decisão, foi concedido um mandado de segurança suspendendo o efeito de todas as sessões durante o período de recesso Legislativo, de 14 de dezembro de 2017 a 31 de janeiro deste ano.

De acordo com a lei orgânica do município e do regimento interno da Câmara, as sessões em Bofete só podem ser convocadas durante o recesso pelo Executivo e não pelo Legislativo. O autor do recurso foi o próprio prefeito depois que a Câmara fez uma sessão extraordinária no dia 29 de dezembro para reajustar os salários dos vereadores.

Suspeitas de irregularidades

A abertura da Comissão Processante foi votada e aprovada em outubro do ano passado. Entre as suspeitas de irregularidades cometidas pela atual gestão estão a compra de peças para um caminhão que não faria parte da frota da prefeitura e o pagamento por serviços de terraplanagem que não teriam sido feitos assim como pagamentos por fretes não realizados.

Fonte: Portal G1