Claudenir Celestino e a filha Helena, de 16 anos, representam Botucatu em competição nacional no Espírito Santo. Atleta também se prepara para disputar o Mundial na África do Sul.

Uma paixão que atravessa gerações e transforma o esporte em uma experiência familiar. O bombeiro aposentado Claudenir Celestino e sua filha, Helena Celestino, de 16 anos, estão representando Botucatu no Campeonato Brasileiro de Salvamento Aquático, realizado entre os dias 7 e 10 de outubro, em Vitória, no Espírito Santo.
A competição reúne aproximadamente 450 atletas e guarda-vidas de diferentes regiões do Brasil, além de participantes internacionais. O evento é promovido pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA), em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo.
Para os botucatuenses, estar juntos em uma competição desse porte tem um significado especial. Mais do que disputar medalhas, pai e filha compartilham a rotina de treinamentos, os desafios das provas e o entusiasmo por uma modalidade que exige resistência física, velocidade e habilidades de salvamento.
A relação dos dois com o esporte já vem de outras competições. Em 2025, Claudenir e Helena participaram do Campeonato Brasileiro realizado em Fortaleza, no Ceará. A dupla também costuma marcar presença em travessias aquáticas promovidas na região de Botucatu.
Experiência e conquistas internacionais
Claudenir Celestino tem uma trajetória de destaque no salvamento aquático. Em 2024, conquistou a medalha de prata no Campeonato Mundial da modalidade, disputado em Gold Coast, na Austrália.
O resultado foi obtido na prova de 50 metros de transporte de manequim, na categoria masculina de 50 a 54 anos, colocando o atleta de Botucatu entre os destaques internacionais.
O bombeiro aposentado também tem como objetivo disputar o Campeonato Mundial de Salvamento Aquático de 2026, programado para acontecer na África do Sul, entre novembro e dezembro.
Esporte que também prepara para salvar vidas
O Campeonato Brasileiro de Salvamento Aquático envolve provas realizadas em piscinas, no mar e na areia. Os desafios simulam técnicas utilizadas em situações de resgate e exigem preparo físico, agilidade e conhecimento dos procedimentos de salvamento.
Além do caráter esportivo, a competição contribui para a valorização das atividades de prevenção de afogamentos e para o desenvolvimento de atletas da modalidade.
No caso de Claudenir e Helena, a participação ganha um significado ainda maior. De um lado, a experiência de quem dedicou parte da vida profissional ao salvamento e já conquistou uma medalha mundial. Do outro, a juventude de uma atleta que começa a construir sua trajetória nas competições.
Juntos, pai e filha mostram que o esporte também é uma forma de fortalecer vínculos familiares, compartilhar experiências e levar o nome de Botucatu para além das fronteiras da cidade.