Unesp aprova em última instância aumento histórico de vagas na Faculdade de Medicina de Botucatu

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Unesp aprova em última instância aumento histórico de vagas na Faculdade de Medicina de Botucatu 19 maio 2026

Número de vagas passará de 90 para 120 de forma escalonada a partir de 2027; decisão foi aprovada em última instância pelo CEPE

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O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) da Universidade Estadual Paulista aprovou nesta terça-feira (19), em última instância, a ampliação histórica do número de vagas do curso de Medicina da Faculdade de Medicina de Botucatu, segundo apuração do Acontece Botucatu.

Com a decisão, o curso passará das atuais 90 para 120 vagas anuais, em um processo de expansão gradual. Serão incorporadas 15 novas vagas a partir de 2027 e outras 15 a partir de 2029.

A aprovação representa um marco para o campus de Botucatu, já que o limite de ingressantes permanecia inalterado desde a criação da instituição, em 1963. A ampliação vinha sendo debatida há anos dentro da universidade e passou por diferentes etapas de análise até a aprovação final pelo CEPE, um dos principais órgãos deliberativos da Unesp.

Segundo a proposta aprovada, o aumento ocorrerá de forma escalonada para garantir que a estrutura acadêmica, hospitalar e de ensino acompanhe o crescimento do curso, preservando a qualidade da formação médica oferecida pela universidade.

Os pedidos pela ampliação das vagas são antigos. Ainda em 2013, o então vereador Lelo Pagani apresentou na Câmara Municipal uma solicitação defendendo o aumento no número de ingressantes do curso de Medicina da FMB/Unesp. A demanda voltou a ser reforçada em maio de 2025, quando o parlamentar protocolou um novo requerimento sobre o tema, desta vez com assinatura de todos os vereadores da atual legislatura, demonstrando apoio unânime à expansão do curso.

O processo de ampliação foi conduzido por uma comissão especialmente criada para o tema, presidida pelo professor Roberto Antonio de Araújo Costa, que também coordena o Conselho do Curso de Graduação em Medicina (CCGM). O grupo discutiu a proposta com chefes de departamentos, docentes, representantes estudantis e recebeu pareceres favoráveis do Núcleo de Apoio Pedagógico (NAP) e do Conselho do Curso de Medicina.

A medida é considerada histórica para a Faculdade de Medicina de Botucatu e também para a área da saúde em Botucatu e região, reforçando o papel da instituição como uma das principais referências em ensino, pesquisa e atendimento médico no interior paulista.

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