Matando no Peito, com Zé Airton – 09/01/2021

=PROFESSORES 1952=

Nossa cidade, conhecida até internacionalmente como “A terra dos bons ares e das boas escolas”, deve a primeira parte desse simpático slogan à mãe natureza que a presenteou com o maravilhoso clima em que vivemos e a segunda ao trabalho, dedicação e competência da laboriosa classe do professorado que aqui exerceu, exerce e por certo continuará exercendo sua digna função de ensinar.

Filho, esposo, sobrinho e amigo de professores(as), temos a imensa satisfação de neste semanal cantinho esportivo homenagear todos os mestres apresentando a foto acima do “TIME DOS PROFESSORES/52”, que já passados 68 anos posava no campo da A.A.B., ainda sem muros e alambrados, assim constituída:

Em pé: Professores – JAIRO – GUSTAVO MARISAEL – CELSINHO – ELIAS FERRARI – JONAS ALVES – CID GUELLI e GASTÃO DAL FARRA.

Abaixados: Professores – JOSÉ GUIMARÃES – ADIL VIANA – VALDEMAR SARTORI – WALDOMIRO CURY – NILSON e DELEM.

            A imagem da foto está um tanto quanto desgastada e opaca em razão do tempo decorrido, porém a luz própria que irmanava dessas estrelas continua com seu brilho intacto.

 

=PELÉZINHO=

Época nossa de jovem, e faz tempo isso, quando jogávamos ali nos juvenis da Boa Vista, fomos fazer um amistoso numa cidade da região.

Nosso time era bom mas por precaução levamos junto um craque de bola, conhecido e assim não poderia ser diferente por Pelézinho, pois o Rei era o astro do momento.

Em lá chegando, e já nos vestiários quando nos trocávamos e foi distribuído o tradicional uniforme constante daquela linda camisa bordô e meias pretas, pois o calção branco era de propriedade individual que como a escova de dentes não se emprestava, o Pelézinho avisou que não tinha levado o seu e portanto não poderia se trocar.

Nosso presidente, saudoso MIRA, num daqueles improvisos maravilhosos saiu do estádio, voltou com um pincel e uma latinha de tinta branca, convocou o TONINHO CHAVES que não jogava, mas era como continua sendo um artista na pintura, solicitando dele que pintasse um calção de Pelezinho.

Trabalho perfeito e nossa função era por motivos óbvios, rezar para que não chovesse e ao atleta pintado recomendar que não se abaixasse e nem abrisse muito as pernas, no bom sentido é claro.

Bola vai bola vem, jogo duríssimo, quando o Pelézinho até aquele momento inibido pega a bola no meio do campo, ginga pra lá e pra cá, dribla a defesa toda e entra com a bola e tudo.

Para comemorar o golaço vai ao fundo do gol, vira-se de costas para as redes empurra-a com o bumbum, se abaixa para pegar a redonda e beijá-la, ocasião em que uma garotinha da torcida postada atrás da meta grita para seu pai:

  • Chiiiii pai, o calção do jogador rasgou nos fundilhos!!!

Descoberta a fraude o pau quebrou feio, e toda delegação foi parar na Delegacia aCUsados de “atentado violento ao pudor”, conforme comprova a foto acima que apresenta da esquerda para a direita o Dr. Delegado Saulo; Pelézinho; Nicolinha e o Pintor, por ocasião dos depoimentos.

Se é vero ou non, nós não temos as provas, pois elas estão nos autos”.

 

=BRASINHAS X PONTE PRETA=

Manhã ensolarada de domingo, dia 07 de Setembro de 1988 e lá no belíssimo campo da Hidroplás, o combinado botucatuense das equipes infantis dos Brasinhas,  Dragõezinhos e o nosso Expressinho, recebe a visita,  para uma partida amistosa, da equipe também infantil da Ponte Preta, famosa Macaca de Campinas.

É da entrega do troféu amizade efetuada pelo nosso capitão, saudoso LEANDRO ROMANHOLI ao capitão pontepretano a foto acima que hoje selecionamos, podendo ser observados ainda, da esquerda para a direita, o GUILHERME) – EU – ZÉ ARANTES LINGÜIÇA – ALEXANDRE ANGELA –  GUEDINHO –  SILVIO PIBO e o também saudoso BATAGLIA com seus dois garotos na época.

            Tempos inesquecíveis de outrora, como é bom de se recordar…

 

=SE É FOTO É FATO=

Impecavelmente uniformizado aquele garoto chega para sua primeira (e única) aula na escolinha de futebol do clube famoso.

O instrutor, popular “tio”, como é chamado pela garotada, tentando já de início saber qual era o pé forte do calouro, com as mãos rola a pelota em sua direção ordenando: – Bate…

Bola chegando, garoto tenso, espantado com aquela coisa que se aproximava parecendo um bicho, une os dois pés e chuta, dá um “balança mas não cai” e a redonda quase não consegue, de retorno, dar um giro em torno de si mesmo!!

O tio, “macaco velho” na arte logo saca e, vai até a lateral do campo segredando no ouvido da entusiasmada mãe: – “Minha senhora, leva o garoto fazer judô, basquete, tênis, natação, pois aqui no tapete verde ele não é do ramo…,

Esse fato propiciou a:

=PERGUNTA DA SEMANA=

P – Mas Professor, o bom jogador não deve chutar com os 2 (dois) pés???

            A resposta é também a…

 

=FRASE DA SEMANA=

R – Deve sim minha senhora, porém não com os dois pés ao mesmo tempo, senão ele cai de costas!!!

 

=EPÍLOGO=

O incentivo é a mola mestra que dá vida e prazer na confecção de um trabalho; em razão disso, com muita satisfação, dedicamos o desta data aos nossos prezados amigos, leitores e incentivadores OSVALDO PEREIRA DE SOUZA, companheiro de resenha lá do Rebola e ao NÉDER FILHO, companheiro desde a infância, moço de grandes qualidades mas de dois defeitos crassos, “pois além de não ser corintiano (1) ainda é são-paulino fanático” (2).

Grande abraço, TARZAN e NÉDER.