AAB: CEM ANOS DE UMA LINDA HISTÓRIA

Olá querido leitor, perdoe-me pela ausência, mas a vida, esse nosso “viver” sem dimensões, tem me tomado espaços preciosos, a ponto de não cumprir o compromisso semanal que tenho com esse nosso Jornal Eletrônico, carinhosamente conhecido como ACONTECE BOTUCATU.

Vários seriam os “causos” que eu poderia contar nesta semana a você que me faz companhia, muito especialmente o abuso desmedido cometido contra uma das maiores preciosidades existentes aqui da cidade, o meu amigo João Cury Neto, ex-prefeito – prometo voltar a este assunto, até porque não podemos dizer amém à determinadas figuras que “se acham donos de tudo” neste Brasil Brasileiro – no entanto, pela relevância da data, vou contar um pouquinho da história da querida ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA BOTUCATUENSE, a sempre simpática “veterana” da Avenida Dom Lúcio, que completou, no último dia 21 de abril, o seu centenário.

Pois bem, dia 21 de abril de 1918, portanto, cem anos atrás, Floriano Nunes, um “botucudo” moderno e empreendedor, ao lado de outros expoentes, teve a ousadia de “juntar” alguns “boleiros” da época e fundar um clube esportivo que levaria o nome da cidade. Quis Deus que “aparecesse” no cenário esportivo paulista a nossa querida e amada ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA BOTUCATUENSE. Então, como o “relógio do tempo” não para, esse mesmo clube, com o passar dos anos, foi se avolumando e “ganhando corpo”. “Pra” não fugir à regra, crises e mais crises vieram ao seu encontro nesse período, porém por sua sólida “raiz” obtida desde a sua fundação, novos “Florianos” foram aparecendo e todos os problemas que vinham à tona, de maneira bastante objetiva foram solucionados; fato que fez nossa “veterana” chegar ao seu centenário, “bombando” e sendo reconhecida em todo o Estado.

“Bão”, confesso que gostaria muito de relatar aqui nesta coluna, como foi o nascimento e, principalmente, como sucederam os primeiros passos da nossa querida “associação”, grandioso clube que, nesses anos todos, teve em sua valiosa GALERIA DE PRESIDENTES, figuras maiúsculas como o Doutor Antonio Delmanto; Mário Rubens Montenegro; Odair Pedro Teixeira; José Carlos Fiuza de Andrade; Hélio Volponi; Domingos Alves Meira; Carlão Bonaldo – um ex atleta do clube; José Ferrucio Varoli (um valoroso goleiro de tempos idos); José Ângelo Savini; Mario Goulart Castanheira – fenômeno na arte de administrar e, com quem, orgulhosamente, aprendi muito – e alguns diretores, como é o caso do amigo Antonio Cecílio Junior, o querido Juninho da saudosa CINE VIDEO LOCADORA e dos memoráveis botucatuenses Carlos Mori e Victório Madarena que “falavam” pelo clube, tal a capacidade que tinham na arte de gerenciar patrimônios associativos, até como forma de agradecer aqueles que prepararam o chão pra gente pisar hoje, mas como não tenho muitos subsídios optei por dizer, com “conhecimento de causa”, sobre a realidade atual vivida pelo clube da “Estrela Solitária”, atrevi-me a fazer esta simples (muito singela mesma), porém, muitíssima oportuna homenagem àqueles que, depois de cem anos de sua fundação, tem o dever de administrar esta maravilha que é adorada por grande parte da população botucatuense.

Não tenho dúvidas de que da mesma maneira que Floriano Nunes, cem anos atrás, teve competência para “chamar” pessoas comprometidas para fundar um clube esportivo dessa grandeza, estou convicto de que esses meus amigos que ora dirigem a nossa “veterana”, por sinal, maravilhosamente bem capitaneados pelo moço do bem (Jânio Gonçalves), encontrarão caminhos para não “romper” esse costumeiro crescimento que o clube obteve nos últimos anos.

A maior certeza disso, tive nas festividades em comemoração ao CENTENÁRIO do clube, realizada no aconchegante Salão Social, na noite do último 21 de abril. Aliás, que festa magnífica foi projetada por esses “Florianos de hoje”, integrantes da diretoria do amigo Jânio! Que maravilha, ver todos os PRESIDENTES do clube serem lembrados, de forma tão carinhosa e especial.

Naquela noite, “rolou” emoção por várias horas, numa solenidade que foi marcada somente para reconhecer o talento de quem “marcou” o seu nome na história do clube. Que beleza! Que “baita” festividade! Muitos (muitos mesmos) cidadãos cujas biografias faziam por merecer o reconhecimento dos organizadores do evento que, é bom que se diga, emocionaram, valorizaram e enalteceram todos que fizeram história no cube. Coisa bonita de ver e sentir. Fiquei muito feliz em ver o filho do meu inesquecível presidente Mário Goulart Castanheira (“Marinho” Castanheira) receber uma condecoração em nome do pai.

Parabéns querido presidente Jânio Gonçalves, por oferecer aos associados que dirigiram o clube nesses anos passados (não foram poucos), uma noite inesquecível de homenagens e agradecimentos. Mais aplausos ainda, por ofertar aos associados em geral, outra noite maravilhosa (sábado, 21 de abril), com uma banda encantadora (Nova Esperança) que “arrebentou” por várias horas, com um verdadeiro show musical inimaginável. Tudo em comemoração aos cem anos de fundação do clube. Glória!

Por fim, como SÓCIO REMIDO que sou desse clube – afinal, desde 1975 “visto a camisa” da AAB – que me enche de orgulho, devo confessar que me senti envaidecido por ver um jovem presidente (Jânio Gonsalves) que, pela sua idade, imagino, sequer tem a noção do que significa CEM ANOS DE UMA VIDA, ofertar lágrimas e lágrimas, através do seu discurso, em prol dessa fundação que ocorreu em 1918. Obrigado meu amigo Jânio por tanta demonstração de carinho e amor à nossa querida, amada, conceituada ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA BOTUCATUENSE.

Querido irmão, a vida é mesmo desse jeito. A gente sofre, dia após dia, tentando mostrar que queremos o melhor para todos, porém…O agravante é um só. Estamos muito expostos; somos corajosos em querer administrar patrimônios que a “nóis” não pertence e, com isso “ficamos na mão” desses picaretas (não mais que meia dúzia) que tentam, a todo custo, fazer a cabeça das pessoas mostrando, isto ou aquilo, seja certo ou errado. É o fim dos tempos!

“Vamo que vamo”, grande figura. Estou presidente de outra potência social e esportiva da cidade, a nossa querida Associação Atlética Ferroviária e lá também, às vezes, não somos compreendidos. Sem problemas. Jogamos a “bola pro alto” e vamos à busca de consolidar a seriedade em tudo.

Nada como um texto dessa relevância para toda a cidade, para abraçar carinhosamente, outro expoente da nossa hospitaleira Botucatu, que já há algum tempo tem cuidado de tudo lá no nosso Botucatu Tênis Clube: meu amigo Doutor Eduardo Rodrigues Torres, brilhante presidente do BTC.

Rubens de Almeida – Alemão

alemao.famesp@gmail.com