Represa de Botucatu: licença ambiental é publicada e obras devem começar em poucos dias

Barragem será construída em uma área na região da cachoeira Véu de Noiva 

Construção deve começar ainda este ano – Arquivo Acontece Botucatu

Está quase tudo pronto para o começo das obras da represa do Rio Pardo, considerada uma construção chave para garantir o abastecimento de água em Botucatu para as próximas décadas. Os trabalhos devem começar ainda este ano.

A licença de instalação foi publicada nesta terça-feira, dia 12, no Diário Oficial do Estado. A autorização pela Cetesb ocorreu no último mês.

Esse foi o último passo burocrático de documentação antes do início da construção da barragem. A obra será  financiada pela Sabesp.

O próximo passo após a publicação será a autorização do serviço, que deverá ocorrer imediatamente. Será necessário um trabalho ambiental antes do trabalho em solo ser iniciado.

“Teremos de imediato algumas ações com relação a fauna e flora do local. Vamos estocar eucaliptos ali em um convenio com o CEMPAS. Ao mesmo tempo uma outra frente estará na montagem do canteiro de obras”, disse recentemente o Prefeito Mário Pardini ao Acontece Botucatu.

Longo processo

Em abril foi realizado o processo licitatório e o consórcio formado pelas construtoras DP Barros, Novatec Construções e ETC Empreendimentos saiu vitorioso.

Na oportunidade essa união de empresas apresentou o menor preço, R$ 44.300.000,000 (quarenta e quatro milhões e trezentos mil reais). A licitação ficou a cargo da Sabesp, que no dia 12 de fevereiro oficializou o aditivo que inseriu a obra dentro do contrato em Botucatu.

A construção da barragem de água estava orçada inicialmente em R$ 50 milhões e as desapropriações de terra giraram na casa dos R$ 7 milhões. Esses valores foram assumidos pela Sabesp.

Aditamento de contrato com a Sabesp

Lembrando que no dia 12 de fevereiro a Sabesp assumiu de forma oficial todo o projeto da represa que será construída no Rio Pardo. A obra deve resolver pelas próximas décadas o problema de abastecimento em Botucatu, evitando que a cidade seja atingida pelas crises hídricas no estado.

Basicamente o adito em contrato vai inserir no cronograma da Sabesp uma obra que não estava incluída no contrato de renovação assinado em junho de 2010, com duração de 30 anos. Vale lembrar que o contrato da Sabesp com o Município foi renovado em 2010, na gestão do então Prefeito João Cury.

O projeto

Essa barragem irá funcionar como um grande reservatório de água bruta. Dessa maneira, estaria garantido o abastecimento em períodos de estiagem ou crises hídricas, como a vivida em 2014/2015.

A primeira função dessa barragem será de abastecimento público, mas a represa terá múltiplos usos. Ela poderá ter a vazão regularizada para que produtores rurais utilizem a água para suas produções e colheitas, segundo o projeto.

As indústrias também poderiam ser beneficiadas. Assim se evitaria cenários como em 2014, quando a Duratex deixou de produzir durante três dias, pois não tinha água para resfriar suas caldeiras.

A barragem terá uma vazão de 1000 litros por segundo. Isso significa mais que dobrar a capacidade de produção de água de Botucatu mesmo em períodos de crise hídrica. Isso permitiria a utilização para o seu quarto objetivo, o turístico, que poderia gerar renda para o município, como ocorre com as represas Billings e Guarapiranga em São Paulo.