Região de Botucatu registra superávit comercial de US$ 1,05 bilhão em 2026

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Região de Botucatu registra superávit comercial de US$ 1,05 bilhão em 2026 17 agosto 2026

Exportações cresceram 14,6% entre janeiro e julho e chegaram a US$ 1,32 bilhão; China respondeu por 66% das vendas da região ao exterior

A região de Botucatu registrou superávit de US$ 1,05 bilhão na balança comercial entre janeiro e julho de 2026. Os números fazem parte de levantamento do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), elaborado a partir de dados das regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

Nos primeiros sete meses do ano, as empresas da região exportaram US$ 1,32 bilhão, crescimento de 14,6% na comparação com o mesmo período de 2025. No caminho contrário, as importações totalizaram US$ 261,1 milhões, com queda de 6,7% na comparação anual. A diferença entre vendas e compras internacionais resultou no saldo positivo superior a US$ 1 bilhão.

Celulose lidera exportações

A pauta de exportações mostra uma participação expressiva do setor florestal. As pastas de madeira responderam por 64,5% de tudo o que a região vendeu ao exterior entre janeiro e julho. Na sequência aparecem aeronaves e aparelhos espaciais, com 5,9%, e carnes e miudezas comestíveis, com 5,2%.

Nas importações, os principais grupos foram bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres (22,7%), cereais (15,7%) e aeronaves e aparelhos espaciais (12,1%). A China é, com ampla diferença, o principal destino das exportações da região de Botucatu, concentrando 66% das vendas. Estados Unidos aparecem com 9,6% e Itália, com 3,3%.

Já entre as origens das compras aparecem Estados Unidos (35,3%), Paraguai (14,1%) e Brasil (10,1%), conforme os dados apresentados pelo levantamento.

Ciesp destaca crescimento, mas aponta desafio da diversificação

Para a diretora titular do Ciesp Regional Botucatu, Patrícia Dias, os resultados demonstram a capacidade de diferentes cadeias produtivas da região de competir no mercado internacional. “É um resultado muito expressivo, especialmente diante de um cenário internacional marcado por incertezas. Nossa região reúne cadeias produtivas fortes e empresas capazes de competir no mercado internacional”, afirma.

Ao mesmo tempo, a concentração de 66% das exportações em um único destino, a China, é apontada como um fator que reforça a necessidade de buscar novos mercados.

“Precisamos continuar investindo em inovação, produtividade, qualificação profissional e diversificação de mercados. O desafio é criar condições para que nossas empresas continuem crescendo, exportando e gerando empregos e desenvolvimento para a região”, completa Patrícia.

São Paulo tem déficit de US$ 7,1 bilhões

O desempenho da região de Botucatu contrasta com o saldo geral do Estado de São Paulo. Entre janeiro e julho, o estado exportou US$ 45,84 bilhões, crescimento de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025. As importações chegaram a US$ 52,94 bilhões, alta de 5,3%.

Com isso, a corrente de comércio paulista atingiu US$ 98,78 bilhões e a balança comercial estadual terminou os sete primeiros meses de 2026 com déficit de US$ 7,10 bilhões.

Na região de Botucatu, portanto, o cenário foi diferente: crescimento das exportações, redução das importações e saldo positivo superior a US$ 1 bilhão no comércio exterior.

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